Taxas do Tesouro Direto aceleram alta após dados de desemprego e da dívida pública

28 de novembro de 2025 |
10:44
Imagem: Reuters

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As taxas do Tesouro Direto abriram em alta nesta sexta-feira (28), ampliando o movimento iniciado no fim da sessão de quinta. O avanço ocorreu após a divulgação de dados do mercado de trabalho e das contas públicas no Brasil, em um dia de liquidez menor no exterior por causa da sessão mais curta nos Estados Unidos.

Entre os prefixados, o título com vencimento em 2028 saiu de 12,69% para 12,81% ao ano. O papel para 2032 também abriu em alta, passando de 13,23% para 13,30%. No caso do prefixado com juros semestrais para 2035, a taxa subiu de 13,38% para 13,43%.

Nos títulos atrelados à inflação, o comportamento também foi de pressão para cima nas taxas. O Tesouro IPCA+ 2029 avançou de 7,71% para 7,77% na parte prefixada, enquanto o papel com juros semestrais para 2035 subiu de 7,24% para 7,28%. Já o IPCA+ 2040 teve alta mais contida, passando de 6,92% 6,95%

Nos vencimentos mais longos, o IPCA+ com juros semestrais 2045 abriu em 7,06%, acima dos 7,02% da véspera. O Tesouro IPCA+ 2050 subiu de 6,75% para, e o IPCA+ com juros semestrais 2060 também iniciou o dia em alta, de 6,93% para 6,98%.

 

 

Logo cedo, o IBGE informou que a taxa de desemprego caiu para 5,4% no trimestre encerrado em outubro, abaixo da projeção de 5,5% dos economistas. A leitura reforçou a percepção de mercado sobre a resiliência do emprego, fator que tem sido apontado como entrave para cortes da Selic, atualmente em 15% ao ano.

Pouco antes da abertura, o Banco Central divulgou que a dívida bruta do governo geral subiu de 78,1% para 78,6% do PIB entre setembro e outubro. No mesmo período, o setor público registrou superávit primário de R$ 32,392 bilhões, abaixo dos R$ 33,5 bilhões estimados por analistas em pesquisa da Reuters. No acumulado de janeiro a outubro, o resultado é de déficit de R$ 46,852 bilhões.

A sessão também começou com liquidez mais baixa no mercado internacional. Com o pregão reduzido nos EUA após o feriado de Ação de Graças, o rendimento do Treasury de dez anos caía 1 ponto-base por volta das 9h30, a 3,992%.

A alta das taxas já havia começado na véspera, em um dia em que os Treasuries permaneceram fechados. Pela manhã, o leilão de LTNs e NTN-F influenciou a curva de juros. Mas o viés mudou com a divulgação do Caged, que mostrou abertura de 85.147 vagas formais em outubro, abaixo da expectativa de 105 mil.

Mesmo com o dado mais fraco, as taxas de curto prazo ganharam força na reta final da sessão. O movimento coincidiu com declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que afirmou que a Selic será mantida “no nível necessário, pelo tempo necessário” para que a inflação convirja à meta de 3%.

 

Confira as taxas dos títulos do Tesouro Direto nesta sexta-feira (28), às 9h32:

Título Rendimento Anual Vencimento
Tesouro Selic 2028 SELIC + 0,0511% 01/03/2028
Tesouro Selic 2031 SELIC + 0,1022% 01/03/2031
Tesouro Prefixado 2028 12,81% 01/01/2028
Tesouro Prefixado 2032 13,30% 01/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2035 13,43% 01/01/2035
Tesouro IPCA+ 2029 IPCA + 7,77% 15/05/2029
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 IPCA + 7,28% 15/05/2035
Tesouro IPCA+ 2040 IPCA + 6,95% 15/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 IPCA + 7,06% 15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050 IPCA + 6,80% 15/08/2050
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 IPCA + 6,98% 15/08/2060

 

Fonte: Tesouro Direto

Fonte: InfoMoney