O dólar à vista acentuou os ganhos durante a tarde desta quarta-feira (13) com cenário eleitoral em foco.
Hoje, o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,0086, alta de 2,31%. Na máxima intradia, a divisa foi cotada a R$ 5,0130 (+2,40%). Ontem (12), a moeda encerrou cotada a R$ 4,8954.
No exterior, o dólar também ganhou força. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com ganho de 0,21%, aos 98.505 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
O mercado de câmbio repercutiu o noticiário político doméstico. No início da tarde, o site Intercept Brasil divulgou um áudio do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Na mensagem, Flávio pede dinheiro a Vorcaro para financiar o filme Dark House, que conta a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a reportagem, a troca de mensagens entre o pré-candidato à Presidência e Vorcaro indicam a existência de uma negociação em que o dono do Matser se comprometeu a repassar um total de US$ 24 milhões – equivalente a cerca de R$ 134 milhões na época – para financiar o filme biográfico de Jair Bolsonaro.
“A notícia lançou dúvidas sobre a candidatura do principal nome da oposição. A reação reflete o aumento da incerteza eleitoral, que foi suficiente para provocar ajuste de posições”, afirmou Bruno Shahini, especialista de investimentos da Nomad.
Dólar sobe com inflação nos EUA
No exterior, o dólar também ganhou força ante as principais divisas globais com novos dados de inflação. nos Estados Unidos.
O índice de preços ao produtor (PPI, em inglês) para a demanda final subiu 1,4% em abril, o maior avanço para o mês desde 2022, após avanço revisado para cima de 0,7% em março, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta quarta-feira (13).
O aumento do mês passado também foi o maior desde março de 2022. Os economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,5% do índice, após aumento de 0,5% relatado anteriormente em março.
Na véspera, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) teve alta de 0,6% em abril, em dados ajustados sazonalmente, e elevou a taxa anual para 3,8%, no maior nível desde maio de 2023, segundo o Departamento de Estatística do Trabalho do país.
Os dados de inflação acima do esperado reforçaram a perspectiva de juros elevados por mais tempo. Perto do fechamento, os agentes financeiros projetavam 98,5% de chance de o Fed manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na próxima decisão de política monetária, em junho, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group. Não há precificação de corte nos juros até dezembro de 2027.
O CME ainda mostra existe chance de alta nos juros, por sua vez, a partir de março do próximo ano com 51,3%, divididos entre elevação de 25 (37,8%), 50 (11,6%), 100 (1,7%) e 125 (1,7%) pontos-base.
Além disso, as tensões entre EUA e Irã mantiveram os preços do petróleo Brent acima de US$ 100 o barril, reduzindo o apetite a risco por ativos em mercados emergentes e exportadores de commodities.
A viagem do presidente norte-americano, Donald Trump, à China também ficou no radar.
Fonte: MoneyTimes


