Petróleo dispara e ultrapassa os US$ 100; veja o que mexe com o Ibovespa hoje (09)

9 de março de 2026 |
08:02
Imagem: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

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A semana começa sob forte tensão nos mercados globais. Na noite de domingo (8), o preço do petróleo disparou e voltou a superar a marca de US$ 100 por barril após o Irã anunciar Mojtaba Khamenei como sucessor de seu pai, Ali Khamenei, no posto de líder supremo — movimento visto como um sinal de continuidade da ala linha-dura no poder em Teerã.

A commodity também é pressionada por cortes de produção no Golfo. Kuwait e Emirados Árabes Unidos começaram a reduzir a extração diante do rápido aumento dos estoques, provocado pelo fechamento do Estreito de Ormuz. O Iraque já havia iniciado paralisações na produção na semana passada.

Os contratos do petróleo Brent, referência internacional, chegaram a US$ 119 por barril, atingindo os níveis mais altos desde meados de 2022.

O conflito no Oriente Médio segue sem sinais de arrefecimento, mais de uma semana após os ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, e seus desdobramentos começam a alimentar temores de uma nova onda inflacionária global.

Diante da escalada dos preços do petróleo e do gás natural, os ministros das Finanças do G7 e a Agência Internacional de Energia (AIE) devem discutir nesta segunda-feira (9) uma possível liberação coordenada de reservas estratégicas de petróleo, numa tentativa de aliviar a pressão sobre a oferta global.

Mercado brasileiro

Por aqui, os investidores aguardam a divulgação das projeções do mercado coletadas no Relatório Focus. No campo corporativo, a temporada de balanços do quarto trimestre continua, com a divulgação dos resultados de Direcional (DIRR3), Cosan (CSAN3), Grupo SBF (SBFG3) e MRV (MRVE3).

  • Ibovespa: No último pregão, o Ibovespa (IBOV) terminou as negociações com recuo de 0,61%, aos 179.364,82 pontos. No acumulado dos últimos cinco pregões, o Ibovespa caiu 5%.
  • Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2438, com queda de 0,82%. Na semana, a divisa acumulou valorização de 2,14% ante o real. 
  • iShares MSCI Brazil (EWZ) — principal ETF brasileiro negociado em Nova York — cai 2,12% no pré-market, cotado a US$ 35,51.

Mercados internacionais

Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão em queda. Na Europa, os principais índices também operam no negativo, enquanto os futuros de Wall Street apontam para abertura em baixa.

Fonte: MoneyTimes