Petróleo cai quase 3% após Trump cancelar ataques contra o Irã

11 de junho de 2026 |
18:36
Imagem: Reuters/Christian Hartmann

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Os preços do petróleo encerraram o pregão desta quinta-feira (11) em queda após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar atrás e cancelar a realização de novos ataques ao Irã.

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto com recuo de 2,92%, a US$ 90,38 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho cedeu 2,58%, a US$ 87,71 o barril.

O que mexeu com o petróleo hoje?

Os preços do petróleo operaram em baixa durante a maior parte da sessão, apesar das tensões entre Estados Unidos e Irã no radar.

Os dois países trocaram ataques durante a madrugada e o presidente norte-americano reiterou as ameaças a Teerã pela manhã, afirmando que um grande ataque seria realizado durante a noite desta quinta-feira.

À tarde, porém, Trump afirmou que, diante dos avanços nas conversas com o Irã, iria cancelar os ataques previstos para hoje e que divulgaria em breve uma data e local para o acordo entre os dois países ser assinado, sem fornecer mais detalhes.

Segundo o New York Post, o Irã finalizou seu último rascunho de acordo, submetendo-o a intermediários do Catar para repassar a Washington.

Analistas da Macquarie afirmam que embora mais ataques tenham ocorrido na quarta à noite, as notícias desta manhã são um pouco mais tranquilizadoras para as propostas de paz. “O humor das ações globais voltou a ficar altamente dependente dos acontecimentos no Golfo Pérsico”.

Diante do conflito, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu em 200 mil barris por dia (bpd) sua previsão para o crescimento da demanda global pela commodity em 2026, para 1 milhão de bpd, segundo seu relatório mensal. Para 2027, por outro lado, a Opep elevou em 200 mil bpd a projeção de aumento da demanda, para 1,7 milhão de bpd.

*Com informações de Estadão Conteúdo

 

 

Fonte: MoneyTimes

Fonte: MoneyTimes