Criptomoedas: bitcoin sobe com cancelamento de ataques dos EUA contra Irã

11 de junho de 2026 |
18:40
Imagem: REUTERS/Dado Ruvic

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O bitcoin registrou alta nesta quinta-feira, 11, retomando o patamar de US$ 63 mil. O mercado avalia o cancelamento das ofensivas contra o Irã pelos Estados Unidos para a consolidação do cenário geopolítico. Também no radar, o Citigroup lança a negociação de ações por meio da tecnologia de blockchain.

Por volta das 16 horas (em Brasília), o bitcoin avançava 2,79%, a US$ 63,555.56, enquanto o ethereum subia 3,35%, a US$ 1,685.38, de acordo com a plataforma Binance.

Já operando em alta desde o começo do dia, o bitcoin ampliou os ganhos após o presidente americano, Donald Trump, decidir cancelar novos bombardeios contra o Irã. Segundo a Axios, os entraves para um acordo entre os dois países foram resolvidos após um encontro com mediadores no Catar nesta quarta-feira. Os relatos de um acordo, contudo, foram negados pelo Irã e por Israel.

O Saxo Bank avalia que, por enquanto, os mercados de criptomoedas estão se estabilizando, embora o sentimento permaneça sensível aos desdobramentos no Oriente Médio, volatilidade do mercado acionário e perspectivas para as taxas de juros. Na mesma linha, a Zaye Capital Markets aponta que a incerteza política pode continuar pressionando o bitcoin no curto prazo, com investidores buscando reduzir a exposição aos ativos mais especulativos. No longo prazo, a moeda digital ainda pode atrair interesse como alternativa aos ativos tradicionais.

Enquanto isso, o FxPro pontua que “o mercado de criptomoedas não entrou em queda livre”. A corretora destaca, ainda, a mudança na reação da moeda digital aos ativos de risco, conseguindo manter posições durante a queda das ações de tecnologia.

No fronte macro, os preços ao produtor (PPI, em inglês) dos EUA avançaram acima do esperado e o Banco Central Europeu (BCE) elevou taxa de juros da zona do euro.

No noticiário do setor, o Citigroup está lançando um serviço de negociação de ações tokenizadas, que permite que investidores comprem participações em empresas privadas por meio do blockchain.

 

Fonte: InfoMoney

Fonte: InfoMoney