No último pregão da semana e do mês, as ações da Vibra Energia (VBBR3) apareceram em destaque no Ibovespa (IBOV) — mas na ponta negativa. A companhia liderou as perdas do principal índice da bolsa brasileira desde a abertura dos negócios.
VBBR3 caiu 5,07%, a R$ 18,86, na mínima do dia.
O banco ainda considera que o nível de alavancagem “relativamente” alto da companhia , que é superior a 2 vezes a dívida líquida/Ebitda, maior do que o 1,2 vez da Ultrapar UGPA3 — que é a preferida do Goldman Sachs.
Para os analistas, o nível de endividamento limita o espaço para remuneração de acionistas e alocação de capital no curto e médio prazo.
“Esperamos que a notável geração de caixa que projetamos para os próximos anos — cerca de 18% em média do Fluxo de Caixa Livre anualizado (FCFy, na sigla em inglês) em 2026/27 — seja usada para reduzir a alavancagem, especialmente quando considerado o desafiador cenário macroeconômico no Brasil”, escreveram Bruno Amorim, Guilherme Martins e Guilherme Bosso, em relatório.
O que esperar do 4T24?
O Goldman Sachs espera que o negócio de distribuição de combustíveis reporte um Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado de R$ 1,3 bilhão no quarto trimestre de 2024 (4T24), o que representa uma queda de 44% na comparação com o mesmo período do ano passado.
O banco também considera que os resultados do 4T24 ainda não refletirão a consolidação dos resultados da Comerc.
A Vibra divulgação do balanço referente ao período de setembro e dezembro em 24 de fevereiro, depois do fechamento dos mercados.


