O ouro encerrou a sessão desta quarta-feira (29) em queda diante da expectativa de manutenção de juros pelo Federal Reserve, com o intervalo da taxa entre 3,50% e 3,75% inalterada, e a falta de avanços nas negociações entre Teerã e Washington.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o para junho encerrou em queda de 1%, a US$ 4.561,5 por onça-troy.
Já a prata encerrou em baixa de 2,3%, a US$ 71,569.
O que mexeu com o ouro hoje?
O metal dourado acompanhou a deterioração do sentimento de risco nos mercados globais, com o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, além do endurecimento da postura norte-americana, reforçando as perspectivas de que o conflito no Oriente Médio está longe de acabar.
Segundo a imprensa internacional, os Estados Unidos planejam seguir com o bloqueio naval contra os iranianos, enquanto o Teerã alerta para uma resposta “sem precedentes” caso os EUA continuem apreendendo suas embarcações.
Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã “não consegue se acertar” e precisa “ficar esperto logo”.
Em meio ao cenário, o ouro recuou para a faixa de US$ 4.500, no nível mais baixo em quase um mês.
Para o Saxo Bank, tanto o ouro como a prata vêm se desvalorizando desde o início do conflito no Oriente Médio “não porque seus fundamentos de longo prazo tenham se enfraquecido, mas porque o cenário macroeconômico mudou abruptamente em decorrência da guerra com o Irã”.
A curto prazo, o foco do mercado se mantém nas negociações entre os dois países. A reabertura do Estreito de Ormuz e, consequentemente, a queda dos preços do petróleo representam o “maior catalisador de alta” para os metais, ainda segundo o banco.
No front econômico, o mercado aguardava na hora do fechamento o resultado da reunião de política monetária do Federal Reserve, com expectativa de que os juros fossem mantidos, cenário que se confirmou na sequência.
Ainda pela manhã, o Comitê Bancário do Senado dos EUA aprovou a indicação de Kevin Warsh para a presidência do banco central dos EUA. Agora, a votação vai à plenário.
Fonte: MoneyTimes


