Os índices europeus encerraram o pregão desta terça-feira (2), revertendo as perdas da véspera, em meio ao entusiasmo do mercado com inteligência artificial (IA).
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 0,66%, aos 625,34 pontos.
Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, subiu 0,48%, aos 25.124,17 pontos; o CAC 40, de Paris, teve ganho de 0,77%, aos 8.209,09 pontos; e índice FTSE 100, de Londres terminou a sessão de hoje com alta de 0,33%, aos 10.373,51 pontos.
O que mexeu com os mercados europeus hoje?
Em meio ao entusiamo com IA, advindo dos Estados Unidos, as ações da STMicroelectronics – fabricante europeia de chips – saltou 15,1% em Milão, depois de elevar suas metas de receita com data centers.
Somados ao recente rali global ligado a IA e semicondutores, os papéis da empresa italiana contribuíram com a alta de 3,3% do subíndice de tecnologia do Stoxx 600.
Por outro lado, os papéis da Abivax – empresa francesa de biotecnologia – despencou 43,36%, após relatar que vários pacientes em seu estudo clínico sobre colite ulcerativa desenvolveram câncer.
Os dados macroeconômicos também nortearam as negociações dos investidores.
A inflação da zona do euro acelerou para 3,2% em maio na leitura preliminar. O resultado, que ficou em linha com as previsões de uma pesquisa da Reuters com economistas, deve confirmar as expectativas de um aumento da taxa de juros na reunião do Banco Central Europeu (BCE) na próxima semana.
No cenário geopolítico, os investidores operaram atentos a novos desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã.
Em destaque, o presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Andrew Bailey, avaliou que os eventos no Golfo Pérsico são responsáveis pela disparada da inflação e que os eventos futuros “estão altamente imprevisíveis”.
Além disso, a Comissão de Comércio Internacional (INTA, na sigla em inglês) do Parlamento Europeu aprovou o acordo provisório para implementar os compromissos tarifários assumidos pela União Europeia no âmbito da declaração conjunta firmada com os Estados Unidos em agosto de 2025.
O texto recebeu 31 votos favoráveis, seis contrários e três abstenções e agora segue para votação em plenário, marcada para 16 de junho.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters
Fonte: MoneyTimes


