O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duros ataques e culpou a família Bolsonaro, principalmente os irmãos Flávio e Eduardo, pela decisão do governo dos Estados Unidos de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiro. Termos como “vendilhões da pátria“, “traidores” e “família metralha” foram usados nos ataques proferidos, entre uma série de palavrões, no discurso na inauguração do campus de Catalão (GO) do Instituto Federal Goiano, no início da tarde desta terça-feira (2).
Lula lembrou da recente visita ao presidente Donald Trump, citou as negociações com os Estados Unidos para o comércio, diante das divergências entre os dois países, e que as conversas seguem dentro do prazo de 30 dias acordado. Em seguida, acusou Flávio e Eduardo Bolsonaro, que também visitaram o presidente norte-americano, de conspirarem contra o País.
“Depois do sucesso da minha visita ao Trump, o bolsonarismo ficou muito p**o da vida. (Depois de visitarem Trump) Foram encontrar com o Marco Rubio (secretário de Estado) quando estávamos em negociação”, disse Lula. “Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior que ele (Jair Bolsonaro) e são, na verdade, vendilhões da pátria e foram pedir a um país estrangeiro que interfiram no país”, disse.
Lula comparou os irmãos o Bolsonaro a traidores notórios, como Joaquim Silvério dos Reis, delator de Tiradentes, e Judas Iscariotes, que entregou Jesus Cristo. O presidente chamou ainda Flávio Bolsonaro de “covarde” por negar que tenha influenciado na decisão sobre o possível novo tarifaço, de 25%, dos EUA contra o Brasil, que ainda depende do aval do Senado estadunidense.
“Todo covarde é assim: fala a m**da que fala e fica tentando desmentir. A gente está lidando com a pior espécie de ser humano que o país produziu. Fiz muita campanha política contra gente de direita, mas nunca com a sordidez política dessa família metralha que assumiu o País em 2018″, atacou o presidente.
O presidente seguiu os ataques e ironizou a visita de Flávio Bolsonaro a Trump, seguida depois de medidas dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas e, agora, da nova tarifa. “Ele foi dizer, po**a, Trump, dá uma porrada no Lula, porque ele vai ganhar a eleição. Imbecil, ele não sabe que vai prejudicar o povo brasileiro, os empresários”, afirmou.
O presidente, no entanto, comemorou a decisão da China em reconhecer o Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que pode ampliar as exportações de carne bovina para o mercado asiático “Minha disputa é de narrativa, se não querem comprar meus produtos, vou vender para outros”.
Lula relembrou também das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros e de outros países, em julho do ano passado, além das ações tomadas pelos norte-americanos contra autoridades locais e seus familiares, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
“Ao invés de ficar nervoso, de ficar fazendo bravata, como não tenho navio, não tenho bomba atômica, a minha regra é da verdade contra mentira da narrativa e fiz questão de escrever artigos e conversar com o Trump”, lembrou.
“No dia que o Trump taxou, os meninos do Bolsonaro comemoraram, um deles candidato a presidente, em 9 de julho, tuitou: ‘Obrigado Trump, faça o Brasil livre de novo, faça a Magnitsky’, a lei que pune os brasileiros. Hoje ele (Flávio Bolsonaro) foi para a televisão dizendo que não disse nada. O Eduardo, outro filho, também agradeceu também com um ‘vamos ao rumo da lei Magnitsky‘, completou.
Fonte: MoneyTimes


