Lucro da Irani (RANI3) encolhe 68,1% no 1T26, a R$ 19,4 milhões, abaixo das expectativas

30 de abril de 2026 |
08:10
Imagem: YouTube/Irani Papel e Embalagem S.A.

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A Irani Papel e Embalagem (RANI3) reportou lucro líquido de R$ 19,4 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), uma contração de 68,1% na comparação com o mesmo período em 2025, mostra relatório de resultados divulgado nesta quinta-feira (30).

A cifra veio bem abaixo da expectativa do mercado. Consenso reunido pela Bloomberg apontava para lucro de R$ 44 milhões no período de janeiro a março.

Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia, que mede o desempenho operacional, totalizou R$ 113,5 milhões no período, queda de 16,7% ante um ano antes. A margem Ebitda ajustada caiu 4,5 pontos percentuais, para 27,7% no 1T26.

receita líquida de vendas da Irani foi de R$ 409,8 milhões, queda de 3,1% na comparação com o primeiro trimestre de 2025.

Do total de receita, R$ 371,2 milhões veio do mercado interno, que sofreu com uma contração de 2,4% na comparação anual. Outros R$ 38,5 milhões são do mercado externo, que recuou 10%.

alavancagem da companhia, medida pela relação dívida líquida sobre o Ebitda ajustado, ficou em 2,11 vezes no 1T26, ante 2,21 vezes no 1T25.

O que diz a Irani

A Irani afirma que iniciou 2026 com um trimestre positivo em termos de mercado, porém marcado por eventos operacionais não recorrentes, que impactaram temporariamente o desempenho.

“O período foi influenciado pelas paradas programadas para a reforma da MP#5, no contexto do Projeto Gaia XI, e pela inspeção bianual da Caldeira de Força, com consequente parada temporária da MP#1, gerando efeitos planejados sobre a produção e os volumes vendidos”, diz a administração.

Somado a isso, a companhia pontua que o cenário geopolítico gerou pressões pontuais sobre custos logísticos, sem impactos significativos sobre a demanda ou no acesso a matérias-primas.

“No trimestre, enfrentamos problemas técnicos no transformador do turbo gerador 4 (TG4) na unidade Papel em Vargem Bonita – SC, o que acarretou na maior compra de energia de terceiros, impactando nossos resultados”, afirma a Irani.

 

Fonte: MoneyTimes
Fonte: MoneyTimes