A Irani Papel e Embalagem (RANI3) reportou lucro líquido de R$ 19,4 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), uma contração de 68,1% na comparação com o mesmo período em 2025, mostra relatório de resultados divulgado nesta quinta-feira (30).
A cifra veio bem abaixo da expectativa do mercado. Consenso reunido pela Bloomberg apontava para lucro de R$ 44 milhões no período de janeiro a março.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia, que mede o desempenho operacional, totalizou R$ 113,5 milhões no período, queda de 16,7% ante um ano antes. A margem Ebitda ajustada caiu 4,5 pontos percentuais, para 27,7% no 1T26.
A receita líquida de vendas da Irani foi de R$ 409,8 milhões, queda de 3,1% na comparação com o primeiro trimestre de 2025.
Do total de receita, R$ 371,2 milhões veio do mercado interno, que sofreu com uma contração de 2,4% na comparação anual. Outros R$ 38,5 milhões são do mercado externo, que recuou 10%.
A alavancagem da companhia, medida pela relação dívida líquida sobre o Ebitda ajustado, ficou em 2,11 vezes no 1T26, ante 2,21 vezes no 1T25.
O que diz a Irani
A Irani afirma que iniciou 2026 com um trimestre positivo em termos de mercado, porém marcado por eventos operacionais não recorrentes, que impactaram temporariamente o desempenho.
“O período foi influenciado pelas paradas programadas para a reforma da MP#5, no contexto do Projeto Gaia XI, e pela inspeção bianual da Caldeira de Força, com consequente parada temporária da MP#1, gerando efeitos planejados sobre a produção e os volumes vendidos”, diz a administração.
Somado a isso, a companhia pontua que o cenário geopolítico gerou pressões pontuais sobre custos logísticos, sem impactos significativos sobre a demanda ou no acesso a matérias-primas.
“No trimestre, enfrentamos problemas técnicos no transformador do turbo gerador 4 (TG4) na unidade Papel em Vargem Bonita – SC, o que acarretou na maior compra de energia de terceiros, impactando nossos resultados”, afirma a Irani.


