‘Marcha das tochas’: Cubanos protestam em Havana contra Trump e ameaças dos EUA

28 de janeiro de 2026 |
12:54
Imagem: Reuters

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Milhares de cubanos marcharam em Havana, na noite de terça-feira (27), em protesto contra as ameaças dos Estados Unidos contra Cuba durante evento tradicional chamado “marcha das tochas”.

O protesto ocorre na esteira de comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, que aumentou o tom das críticas a gestão cubana enquanto tenta forçar um acordo “antes que seja tarde demais”.

A marcha histórica ocorre sempre na noite do dia 27 de janeiro, véspera do aniversário do herói nacional José Marti (1853-1895), e é mantida desde 1953, quando o então estudante e futuro líder cubano, Fidel Castro, começou o movimento em protesto ao governo de Fulgencio Batista.

Nesta edição, a marcha levantou o tema “anti-imperialista” e foi liderada pelo presidente cubano Miguel Díaz-Canel, que desceu junto a manifestantes o percurso de um quilômetro pelas ruas da capital.

 

 

“Este não é um ato de nostalgia, é um chamado à ação”, destacou Litza Elena González, presidente da Federação de Estudantes Universitários entrevistada pela AFP.

“Podemos ter milhares de problemas, mas os cubanos não têm medo, embora queiramos a paz”, disse o operário Midgdelio Rosabal também ao veículo.

 

Sanções e rompimento com a Venezuela

Cuba é alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos desde a década de 1960, somando embargos econômicos e ameaças militares. As tensões ganharam novo contorno com o segundo mandado do presidente Donald Trump e as recentes ações na Venezuela.

O país caribenho mantinha, até o final de 2025, acordos econômicos com o governo de Nicolás Maduro e era um dos compradores de petróleo venezuelano. Os laços foram rompidos após Trump, em 3 de janeiro, capturar o líder venezuelano e supervisionar o novo governo interino.

Fonte: InfoMoney