As principais criptomoedas operavam em queda nesta sexta-feira (5), pressionadas pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais após a divulgação de um relatório de emprego nos Estados Unidos mais forte do que o esperado.
Os dados reforçaram as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter uma postura mais restritiva na condução da política monetária. Em Wall Street, os principais índices acionários recuavam, enquanto ações de fabricantes de chips perdiam força após ganhos recentes.
Além do cenário macroeconômico, o mercado de criptomoedas também enfrentava um movimento de realocação de capital por parte dos investidores, que vêm direcionando recursos para empresas ligadas à inteligência artificial, reduzindo a demanda por ativos digitais.
Nesse contexto, o Bitcoin (BTC), maior criptomoeda do mundo, caía 5,26% nas últimas 24 horas, sendo negociado a US$ 60.291,74. Mais cedo, a criptomoeda chegou a tocar US$ 59.541,20, o menor nível desde outubro de 2024. Em sete dias, o ativo acumulava desvalorização de 18,04%.
Mesmo com a forte correção, o Bitcoin mantinha valor de mercado de aproximadamente US$ 1,21 trilhão, com volume negociado de US$ 66,08 bilhões nas últimas 24 horas.
O Ethereum (ETH) registrava perdas ainda mais intensas. A segunda maior criptomoeda do mercado recuava 11,38% no dia, para US$ 1.573,08. Na semana, a desvalorização chegava a 22%. O ativo possuía valor de mercado de US$ 189,85 bilhões e movimentava US$ 36,66 bilhões em volume financeiro diário.
Já a Tether (USDT), principal stablecoin do mercado, permanecia próxima da estabilidade, cotada a US$ 0,9993.
O movimento negativo também era refletido pelo índice CMC20, que reúne algumas das principais criptomoedas do mercado. O indicador caía 7,19% nas últimas 24 horas e acumulava perdas de 18,58% em sete dias, sendo negociado a 120,42 pontos.
Fonte: MoneyTimes


