Como se planejar financeiramente para Black Friday 2025? Veja dicas

26 de novembro de 2025 |
07:16
Imagem: Reprodução

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A Black Friday acontece nesta sexta-feira (28) e novas ofertas aparecem a cada minuto nas lojas e marketplaces. Com um momento exclusivo de muitos descontos, cupons e benefícios, se planejar financeiramente é uma etapa essencial para a conta não começar dezembro no vermelho.

Esse evento marca o mês da temporada de promoções e o início das festas de final de ano. Para quem se planejou ao longo do ano, reservando recursos e definindo prioridades, esse momento pode ser uma excelente oportunidade de economizar.

Segundo Edson Cerqueira, planejador financeiro CFP pela Planejar, esse é o cenário ideal: compras alinhadas ao orçamento e aos objetivos financeiros, evitando endividamentos desnecessários.

No entanto, a realidade costuma ser diferente. “O apelo emocional das promoções, aliado às estratégias de marketing, muitas vezes leva ao consumo impulsivo. Por isso, é essencial adotar algumas práticas para manter o equilíbrio”, comenta Cerqueira.

Em primeiro lugar, ele recomenda que o consumidor avalie se cada compra está conectada a uma necessidade real ou a um objetivo planejado. Depois, é importante definir um limite de gastos específico para a Black Friday.

Para Harion Camargo, planejador financeiro CFP também pela Planejar, o limite do cartão de crédito não é orçamento. O que realmente importa é a capacidade de pagamento do consumidor, considerando o que já está comprometido no mês e o que ainda vai entrar.

“Quando o orçamento é definido a partir da renda real e não do limite do cartão, as compras deixam de criar pressão sobre o fluxo financeiro dos meses seguintes”, explica Camargo.

Essas duas primeiras etapas podem fazer uma grande diferença para exercitar o consumo consciente. Além disso, os especialistas indicam fugir da armadilha do “desconto imperdível” e a compra por impulso, que podem comprometer seu fluxo de caixa.

 

 

Como saber se um desconto é vantajoso na Black Friday?

Para entender se um desconto é de fato vantajoso, não basta olhar a porcentagem anunciada. Camargo explica que é essencial comparar o preço atual com o histórico do produto, porque muitos itens passam por ajustes nas semanas anteriores.

O consumidor pode monitorar preços promocionais utilizando sites comparadores de preço, como Zoom e Buscapé.

A escolha da forma de pagamento também influencia muito a qualidade da compra. O Pix costuma oferecer o menor preço. O planejador comenta que essa ferramenta pode ser útil para quem tem liquidez sem comprometer a reserva de emergência.

Por sua vez, o cartão pode ser uma boa ferramenta quando existe organização para pagar a fatura integralmente e quando os benefícios, como pontos ou milhas, agregam valor real à operação. “O problema nunca é o cartão, mas sim acumular parcelas que se sobrepõem e criam uma pressão silenciosa nos meses seguintes”, revela.

Ainda, cashback e programas de pontos podem melhorar a eficiência da compra na Black Friday, mas não transformam uma oferta mediana em uma oportunidade.

O especialista comenta que um cashback de poucos pontos percentuais não compensa um preço inflado, e pontos só fazem sentido quando o consumidor já tem disciplina com o cartão. Para ele, esses benefícios devem ser vistos como um adicional, e não como o motivo central da decisão.

 

Vale a pena usar o 13º salário na Black Friday?

O prazo limite para o pagamento da primeira parcela do 13º salário cairá no mesmo dia da Black Friday. No entanto, a recomendação é tratar a bonificação como um reforço para a saúde financeira antes de enxergá-la como um recurso para consumo.

Usá-lo para quitar dívidas caras, reforçar a reserva de emergência ou antecipar despesas de início de ano costuma gerar um impacto mais positivo do que gastar o 13º integralmente na Black Friday.

Ainda assim, Harion Camargo afirma que é possível usar uma parte dele para aproveitar boas promoções, desde que isso seja planejado e não ultrapasse o orçamento traçado.

Fonte: InfoMoney