O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu mais uma vez postergar os ataques planejados contra a infraestrutura energética do Irã. Ainda assim, as incertezas sobre a possibilidade de um acordo de paz limitaram o alívio nos mercados e mantiveram o petróleo em alta.
Nas últimas semanas, Trump intensificou o discurso ao lançar ultimatos sobre a circulação de navios no Estreito de Ormuz, um dos principais corredores do comércio global da commodity. O governo americano defende a livre navegação para petroleiros e embarcações comerciais que transitam pela região.
Caso as exigências não sejam atendidas, o presidente já afirmou que os EUA responderão de forma “rápida e violenta”. Apesar disso, o Irã manteve sua posição e continua controlando a passagem pelo estreito, o que reduziu significativamente o tráfego marítimo desde o início do conflito.
Diante desse impasse, houve uma mudança recente na retórica da Casa Branca. Trump passou a reconhecer, ainda que de forma relutante, a capacidade iraniana de restringir o tráfego no estreito.
A resistência de Teerã se tornou um obstáculo relevante para os esforços de Washington em encerrar rapidamente o conflito e conter a volatilidade nos mercados de energia.
Com isso, Trump decidiu estender o prazo dado ao Irã em dez dias, estabelecendo o dia 6 de abril como novo limite para o cumprimento das exigências americanas. Caso contrário, permanecem sobre a mesa ataques a instalações nucleares iranianas.
Mercado brasileiro
Por aqui, os investidores avaliam os dados de emprego da PNAD Contínua, que serão divulgados na manhã desta sexta-feira, após o Banco Central alertar, no Relatório de Política Monetária (RPM), para a resiliência do mercado de trabalho. Na temporada de balanços do quarto trimestre, o destaque fica para os resultados da Bradespar
- Ibovespa: No último pregão, o Ibovespa (IBOV) terminou as negociações com queda de 1,45%, aos 182.732,67 pontos.
- Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2562, com alta de 0,69%.
- O iShares MSCI Brazil (EWZ) — principal ETF brasileiro negociado em Nova York — cai 0,19% no pré-market, cotado a US$ 36,73.
Mercados internacionais
Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única. Na Europa, os principais índices operam em queda, enquanto os futuros em Nova York apontam para uma abertura negativa.
- Petróleo: Os preços do petróleo avançam.
- Criptomoedas: O mercado cripto está em baixa. O bitcoin (BTC) cai 3%, negociado em torno de US$ 67 mil. O ethereum (ETH) recua 3,2%, cotado a US$ 2 mil.
Agenda: Veja a programação para hoje
Indicadores
- 8h – Brasil – Relatório de Política Monetária
Lula
- O presidente não tem compromissos agendados para hoje
Dario Durigan
- A agenda do ministro não foi divulgada
Gabriel Galípolo
- 09h – Reunião com Adriana Teixeira de Toledo, Presidente do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN) e do Conselho de Recursos do Sistema Nacional de Seguros Privados, de Previdência Aberta e de Capitalização (CRSNSP), e Natália Gimenes Soares, Coordenadora de
Confira os mercados nesta manhã
Bolsas asiáticas
- Tóquio/Nikkei: -0,08%
- Hong Kong/Hang Seng: +0,38%
- China/Xangai: +0,63%
Bolsas europeias (mercado aberto)
- Londres/FTSE100: -1,13%
- Frankfurt/DAX: -1,33%
- Paris/CAC 40: -0,84%
Wall Street (mercado futuro)
- Nasdaq: -1,04%
- S&P 500: -0,87%
- Dow Jones: -0,78%
Commodities
- Petróleo/Brent: +3,20%, a US$ 100,37 barril
- Petróleo/WTI: +3,34%, a US$ 93,32 barril
- Ouro: -2,92%, a US$ 4.450,42 por onça-troy
Criptomoedas
- Bitcoin (BTC): -3%, a US$ 67.886,77
- Ethereum (ETH): -3,2%, a US$ 2.048,57
Fonte: MoneyTimes


