Prévia do PIB, dados da China, falas do Fed

15 de dezembro de 2025 |
06:12
Imagem: Reuters

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A sessão desta segunda (15) tem como principal destaque a divulgação do IBC-Br, indicador visto como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), às 9h, com projeção de retração de 0,3% em outubro na comparação mensal. Antes disso, às 8h, a FGV publica o IGP-10 de dezembro, estimado em alta de 0,12%, e a Sondagem do Mercado de Trabalho referente a novembro. Na sequência, às 8h25, o Banco Central apresenta o Relatório Focus, que reúne as estimativas do mercado para inflação, taxa de juros, câmbio e crescimento econômico.

Ao longo da tarde, às 15h, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulga os dados da balança comercial semanal. No cenário internacional, a agenda começa às 7h, com os números da produção industrial da Área do Euro de outubro, e inclui, às 10h30, a divulgação do Índice Empire Manufacturing, indicador da atividade industrial dos Estados Unidos em dezembro.

Na China, as vendas no varejo subiram 1,3% em novembro em relação ao ano anterior, ficando bem abaixo da previsão mediana da Reuters de um crescimento de 2,8%, e desacelerando em relação ao aumento de 2,9% no mês anterior. A produção industrial cresceu 4,8% em novembro em relação ao ano anterior, abaixo dos 4,9% registrados no mês anterior e aquém das expectativas de um aumento de 5%.

O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, superando os 161 mil pontos na máxima da sessão, com as ações da Hapvida (HAPV3) e da Vivara (VIVA3) entre os destaques positivos, em semana de recuperação na bolsa paulista.

Na sexta-feira passada, o Ibovespa testou os 165 mil pontos pela primeira vez na sua história, mas o clima azedou após Flávio Bolsonaro se lançar candidato à Presidência, desencadeando uma queda de mais de 4% no fechamento naquele dia.

 

 

Ao longo da semana, sem maiores desdobramentos envolvendo o episódio, o clima na B3 acalmou.

Durante a tarde da sexta, com os rendimentos dos Treasuries reduzindo seus ganhos, as taxas dos DIs renovaram mínimas no Brasil, em paralelo à notícia de que o Departamento do Tesouro dos EUA removeu o nome do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes da lista de pessoas sujeitas a sanções sob a Lei Magnitsky.

Este é mais um capítulo da reaproximação entre EUA e Brasil, após Washington já ter colocado abaixo várias das tarifas comerciais cobradas sobre produtos brasileiros.

Nesta semana, os agentes estarão atentos à divulgação da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na terça-feira, e do Relatório de Política Monetária, na quinta-feira — neste caso, acompanhada de entrevista coletiva com o presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Após o BC manter a Selic em 15% na última quarta-feira, sem passar indicações firmes sobre quando começará a cortar juros, a ata e a coletiva de Galípolo são vistas como fundamentais para o ajuste de posições sobre a política monetária.

No exterior, após o Federal Reserve cortar sua taxa de referência em 25 pontos-base na quarta-feira, para a faixa entre 3,50% e 3,75%, os ativos precificavam na tarde de sexta-feira 77,9% de probabilidade de manutenção dos juros em janeiro, contra 22,1% de chance de novo corte na mesma magnitude, conforme a Ferramenta CME FedWatch.

Fonte: InfoMoney