Petróleo tem nova queda e brent vai a US$ 80 com avaliações sobre acordo EUA-Irã

16 de junho de 2026 |
09:08
Imagem: imagem gerada com inteligencia artificial.

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16 de junho (Reuters) – Os preços do petróleo caíam mais de 2% nesta terça-feira (16), para uma nova mínima de três meses, enquanto os mercados avaliavam as perspectivas de retomada do fornecimento pelo Estreito de Ormuz, juntamente com a demanda física mais fraca e poucos detalhes sobre um acordo preliminar para encerrar a guerra com o Irã.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíam US$ 2,02, ou 2,4%, para US$ 81,15 o barril, às 8h (horário de Brasília). O preço de referência caiu para US$ 80,89 por barril, o menor valor desde 4 de março.

O West Texas Intermediate (WTI) dos EUA recuava US$ 2,22, ou 2,8%, para US$ 78,53 o barril, após cair para US$ 78,27, o menor valor desde 10 de março.

Os preços do petróleo caíram quase 5% na segunda-feira, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um acordo provisório para encerrar a guerra entre EUA e Israel com o Irã, embora os detalhes completos ainda não tenham sido divulgados.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse na terça-feira que o Irã e os EUA iniciariam uma nova rodada de negociações na Suíça na sexta-feira para chegar a um acordo final.

“Os riscos de queda no curto prazo permanecem, já que o mercado precifica uma reabertura mais rápida do Estreito e o retorno dos barris retidos”, disse o analista do Saxo Bank, Ole Hansen.

No entanto, estoques reduzidos, demanda sazonal forte, recomposição estratégica de estoques e incerteza geopolítica persistente sugerem que o caminho de volta aos preços do petróleo pré-guerra pode ser muito menos direto do que o otimismo atual do mercado implica, disse Hansen.

INVESTIDORES AGUARDAM REABERTURA DO ESTREITO

O conflito levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, que normalmente transporta cerca de um quinto do suprimento global de petróleo.

Até o momento, poucos petroleiros cruzaram o estreito desde o anúncio do acordo-quadro, embora navios estejam transportando barris discretamente ao longo da costa de Omã há semanas, navegando “às escondidas” com o apoio da Marinha dos EUA. Os transportadores aguardam garantias de segurança para cruzar o estreito, incluindo a remoção de minas.

Os militares dos EUA supervisionaram dezenas de transferências secretas de petróleo de navio para navio para manter o fluxo de exportações de energia do Golfo, usando drones aéreos e aquáticos, bem como helicópteros, em uma operação para guiar comboios até os petroleiros que aguardavam.

Os primeiros indícios sugerem que o acordo entre EUA e Irã reabriria o estreito bloqueado e estenderia o cessar-fogo por 60 dias, ganhando tempo para negociações sobre questões como o programa nuclear iraniano.

Alguns analistas esperam que o fluxo pelo estreito seja retomado em breve, aumentando a pressão de baixa exercida pelos mercados físicos já fragilizados.

Uma série de indicadores aponta para o enfraquecimento dos mercados físicos de petróleo nas últimas semanas, afirmaram analistas do Morgan Stanley em um relatório para clientes.

O Goldman Sachs reduziu sua previsão para o preço do Brent no quarto trimestre de US$ 90 para US$ 80 por barril e cortou sua estimativa média para 2027 de US$ 80 para US$ 75, afirmando que agora assume que as exportações do Golfo retornarão aos níveis pré-guerra até o final de julho, em vez do final de agosto.

As importações de petróleo bruto da China caíram 29% em maio, atingindo o menor nível em oito anos, ampliando a forte queda do maior importador mundial. Espera-se também que os embarques de petróleo bruto saudita caiam em julho.

“Também tivemos alguns dados chineses mais fracos do que o esperado, sugerindo que talvez a demanda da segunda maior economia do mundo e uma das principais nações consumidoras de petróleo possa estar enfraquecendo em um momento em que se espera que a oferta de petróleo volte a aumentar com o relaxamento das restrições ao Irã”, disse Fawad Razaqzada, analista de mercado da Forex.com.

Com os detalhes ainda incertos e uma trégua permanente ainda não garantida, analistas afirmam que os riscos de volatilidade permanecem.

 

 

Fonte: InfoMoney

Fonte: InfoMoney