Petróleo dá reviravolta com Trump acalmando o mercado; veja o que mexe com o Ibovespa hoje (10)

10 de março de 2026 |
07:51
Imagem: iStock/maciek905

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Quem acompanhou a disparada do petróleo na última semana — a commodity chegou a US$ 119 por barril após o Irã anunciar Mojtaba Khamenei como posto de líder supremo — dificilmente imaginava uma reversão tão rápida.

Os preços passaram a cair depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a guerra com o Irã deve terminar em breve. A declaração foi interpretada como uma tentativa de acalmar os mercados, que, ainda assim, permanecem céticos quanto a um desfecho rápido para o conflito que vem se espalhando pelo Oriente Médio.

Além disso, Trump avalia medidas para conter a alta dos preços do petróleo. Entre as alternativas discutidas estão aliviar sanções ao petróleo russo e liberar estoques estratégicos de emergência.

Outras possibilidades consideradas por Washington incluem assumir o controle do Estreito de Ormuz, que está praticamente fechado desde o início do conflito, além de ampliar o uso de petróleo da Venezuela no mercado internacional.

A principal preocupação dos Estados Unidos e de outros países é o efeito inflacionário de um petróleo mais caro. Uma alta prolongada da commodity poderia levar bancos centrais a interromper o ciclo de afrouxamento monetário — ou até mesmo voltar a elevar juros.

Mercado brasileiro

Por aqui, a temporada de balanços do quarto trimestre continua com a divulgação dos resultados de Prio (PRIO3), Cury (CURY3) e Allos (ALOS3).

  • Ibovespa: No último pregão, o Ibovespa (IBOV) terminou as negociações com alta de 0,86%, aos 180.915,36 pontos.
  • Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,1641, com queda de 1,52%. 
  • iShares MSCI Brazil (EWZ) — principal ETF brasileiro negociado em Nova York — sobe 0,84% no pré-market, cotado a US$ 37,41.

Mercados internacionais

Na Ásia, as bolsas encerraram o pregão em alta. Na Europa, os principais índices também operam no positivo, enquanto os futuros de Wall Street apontam para abertura em alta.

Fonte: MoneyTimes