Ouro sobe 2% com possibilidade de Fed mais brando por sinalização de guerra rápida

10 de março de 2026 |
17:14

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O contrato mais líquido do ouro fechou em alta acima de 2% nesta terça-feira (10) colocando o metal de volta no nível acima dos US$ 5.200 a onça-troy.

Desde a disparada dos preços do petróleo no começo da semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma série de comentários sinalizando um fim rápido para a guerra do Irã, o que levou a um tombo nos preços do barril.

A perspectiva de política menos apertada para lidar com a inflação por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) impulsionou o metal. Como resultado, o dólar, moeda na qual o ouro é cotado, recuou, também favorecendo a commodity.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 2,71%, a US$ 5.242,1 por onça-troy.

Já a prata para março teve alta de 6%, a US$ 89,59 por onça-troy.

“O ouro está recuperando terreno após Trump sinalizar um fim iminente para a guerra no Irã”, afirmam analistas do Commerzbank. “Isso pode ser explicado principalmente por uma queda nas expectativas de aumento das taxas de juros, que haviam subido anteriormente devido a temores de consequências inflacionárias decorrentes do aumento dos preços da energia”, avaliam.

“Se as tensões aumentarem novamente, presume-se que os preços do petróleo subirão e farão com que as taxas de juros voltem a ser mantidas”, disse o economista-chefe da ADM Investor Services, Marc Ostwald, em entrevista à Barron’s. Por sua vez, ele prevê que taxas de juros mais altas por um período prolongado pressionariam o preço do ouro para baixo.

 

Fonte: MoneyTimes