O ouro fechou a sessão desta terça-feira (19) em queda, seguindo a escalada das taxas globais, principalmente dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, em meio a incertezas sobre o conflito no Oriente Médio.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou com queda de 1%, a US$ 4.511,20 por onça-troy. Durante a sessão, o metal preciosou bateu a mínima desde março, chegando a cair abaixo de US$ 4.500 por onça-troy.
Já a prata para julho caiu 3%, a US$ 75,159 por onça-troy.
O que pressionou o ouro?
Depois de um breve alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã, as incertezas sobre o avanço nas negociações de paz no Oriente Médio voltaram a pressionar os mercados.
Ontem (18), o presidente norte-americano Donald Trump suspendeu um novo ataque militar contra o Irã que estava previsto para hoje, a pedido de autoridades do Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Já nesta terça-feira, Trump voltou a dizer que os EUA “talvez “precisem atacar o Irã novamente e que ele esteve a uma hora de ordenar um ataque antes de adiá-lo.
Em reação, os preços do petróleo permaneceram acima de US$ 100 o barril e os juros globais aceleraram os ganhos com os investidores precificando possíveis impactos inflacionários decorrentes dos preços de energia e as consequências na política monetária dos principais bancos centrais.
Os rendimentos do título do Tesouro dos Estados Unidos (Treasury) de 30 anos, referência para o mercado de hipotecas local, atingiu 5,19%, no maior nível desde 2007, nesta manhã. Já o rendimento do Treasury de 10 anos, referência para o mercado mundial, também atingiu as máxima em mais de um ano.
Em geral, os Treasurys são considerados o investimento mais seguro do mundo, pelo fato de o governo dos EUA nunca ter dado calote na história e ainda ser o emissor da moeda — no caso, o dólar.
Na avaliação do Swissquote, o metal dourado permanece sob pressão devido ao aumento dos rendimentos, que torna “o metal amarelo relativamente menos atraente em comparação com ativos de renda fixa”.
Contudo, a longo prazo, a tendência do metal deve permanecer positiva diante da demanda proveniente de bancos centrais, segundo o banco.
Além disso, os metais também são pressionados pela expectativa de juros mais altos. Segundo o ING, os mercados continuam precificando os riscos de um aperto monetário diante de preços de energia mais elevados.
De acordo com a ferramenta do CME Group, os agentes financeiros já precificam r a retomada do aperto monetária nos Estados Unidos a partir de dezembro deste ano.
De acordo com a ferramente FedWatch, do CME Group, os traders veem 59,2% de chance de o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) elevar os juros na última decisão de 2026.
As apostas se dividem em 41,6% de chance de alta de 25 pontos-base, 15,1% de uma elevação de 50 pontos-base e 2,3% de acréscimo de 75 pontos-base. Hoje os juros dos EUA estão na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
*Com informações de Estadão Conteúdo
Fonte: MoneyTimes


