Moraes determina que Bolsonaro passe por nova audiência de custódia nesta quarta

25 de novembro de 2025 |
17:03
Imagem: Reuters

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que Jair Bolsonaro, que começou a cumprir pena de 27 anos e 3 meses de prisão nesta terça-feira (25) pelo envolvimento na tentativa de golpe de Estado, participe de uma nova audiência de custódia. A sessão ocorrerá por videoconferência nesta quarta-feira (26).

Na decisão que determinou o início do cumprimento da pena, Moraes também destacou que o ex-presidente seja acompanhado em tempo integral por uma equipe médica, em esquema de plantão.

A medida pode antecipar o movimento da defesa de Bolsonaro, que deve apresentar ainda nesta semana um pedido para que ele cumpra prisão domiciliar, alegando problemas de saúde.

Nos últimos meses, o ex-capitão apresentou episódios persistentes de soluços, vômitos, pressão baixa e falta de ar. Recentemente, também precisou retirar duas lesões de pele com material cancerígeno.

Bolsonaro estava preso preventivamente desde sábado (22), por ordem de Moraes. Ele foi levado para uma sala especial da Superintendência Regional da Polícia Federal, onde cumprirá a pena imposta.

 

Audiência anterior

Após a prisão preventiva, o ex-presidente Jair Bolsonaro participou de uma primeira audiência de custódia, realizada no domingo (23). Na ocasião, afirmou que violou a tornozeleira eletrônica porque teve uma “certa paranoia”, justificando que o episódio ocorreu em razão dos medicamentos Pregabalina e Sertralina, receitados por seus médicos.

 

 

No depoimento, Bolsonaro disse que passou a tomar os remédios há cerca de quatro dias e, desde então, teve a alucinação de que havia uma escuta na tornozeleira, motivo pelo qual tentou violar a tampa.

Um vídeo divulgado na mesma data mostra Bolsonaro confessando que usou um ferro no aparelho por “curiosidade”. O ex-mandatário negou, no entanto, ter intenção de fugir.

 

Bolsonaro ainda pode recorrer da pena?

Com o reconhecimento do trânsito em julgado para o ex-presidente Jair Bolsonaro, a defesa não pode mais apresentar recursos contra a condenação.

Resta, no entanto, uma alternativa: solicitar a revisão criminal do caso. Diferente dos embargos, que discutem questões processuais, a revisão prevê uma reanálise do mérito. Nos últimos 25 anos, apenas uma vez um pedido de revisão criminal foi concedido.

Fonte: InfoMoney