Minério sobe com recuperação da demanda por produtos de aço acabados na China

17 de março de 2026 |
11:16
Imagem: Dado Galdieri/Bloomberg

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CINGAPURA, 17 Mar (Reuters) – Os ⁠contratos futuros do minério de ferro ⁠avançaram para máximas de dois meses nesta terça-feira, ‌impulsionados pelo aumento da demanda por produtos de aço acabados para construção na China.

O contrato de maio ‌do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com alta de 1,81%, a 816,5 iuanes (US$118,56) a tonelada.

O minério de ferro de referência para abril ⁠na ‌Bolsa de Cingapura avançava 1,26%, a US$108,85 a ⁠tonelada.

As usinas siderúrgicas de fornos elétricos a arco na China retomaram a produção intensiva de vergalhões e linhas de laminação de fio-máquina, elevando a taxa de utilização da capacidade em 16 de março, ​com a expectativa de que a produção de ambos os produtos continue a aumentar nesta semana, segundo ​uma nota do Shanghai Metals Market.

Com relação à demanda downstream, as atividades de construção também foram retomadas, apoiando a demanda por produtos de aço acabados e melhorando a desestocagem, acrescentou a nota.

A quantidade ‌total de minério de ferro que ​chegou a 47 portos chineses diminuiu em 3,805 milhões de toneladas de 9 a 15 de março, enquanto os embarques globais de ⁠minério de ​ferro, bem como ​as exportações da Austrália e do Brasil, aumentaram durante o mesmo período, ⁠de acordo com dados da ​consultoria Mysteel.

Com isso, a força da demanda por produtos siderúrgicos acabados e as margens de lucro vigentes acabarão determinando ​os preços do minério de ferro no curto prazo, acrescentou a nota.

Uma recuperação global nos ​embarques exercerá pressão ⁠baixista sobre os futuros do minério de ferro, mas espera-se que o ⁠declínio de curto prazo nas chegadas aos portos, que coincide com a recuperação na produção de ferro-gusa, leve à redução contínua dos estoques portuários, disse uma nota do grupo de dados de commodities SunSirs.

 

 

Fonte: InfoMoney

Fonte: InfoMoney