Ibovespa recupera perdas pós-‘Flávio Day 2.0’ com recodes em NY e fecha em alta aos 178 mil pontos; dólar cai a R$ 4,98

14 de maio de 2026 |
17:26
Imagem: Beto Barata/Agência Senado

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Ibovespa (IBOV) recuperou parte das perdas da véspera com os investidores dividindo as atenções entre balanços corporativos e viagem do presidente dos EUA, Donald Trump, à China.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 4,9863, com queda de 0,45%.

O mercado devolveu o prêmio de risco da sessão anterior com o ruído político em torno do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Ontem (13), o site Intercept Brasil divulgou um áudio de Flávio ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro – o que estressou o mercado, já que o senador é o principal representante da direita nas eleições de outubro e que sua relação com Vorcaro poderia inviabilizar a disputa pelo Palácio do Planalto.

Altas e quedas do Ibovespa

Depois do ‘estresse’ da sessão anterior, apenas 15 ações do Ibovespa encerraram o pregão em queda.

A ponta positiva foi puxada por Usiminas (USIM5). As ações da mineradora fecharam com alta de 7,86%, a R$ 9,88, no maior preço de tela desde abril de 2024. As cotações são preliminares.

Mais cedo, o Bradesco BBI elevou o preço-alvo de R$ 6 para R$ 10 por ação, para o final de 2026, de olho na melhora operacional, impulsionada pela alta dos preços do aço e reajustes implementados no mercado brasileiro.

Já a ponta negativa do índice foi encabeçada por Vale (VALE3), que detém 11% de participação no IBOV, em breve realização dos ganhos recentes após o contrato mais líquido do minério de ferro, negociado para setembro, encerraram as operações em Dalian, na China, em estabilidade a 817 yuans (US$ 120,30) a tonelada.

VALE3 caiu 1,66% (R$ 82,90). Apesar da baixa de hoje, a ação acumula valorização de 1,7% na semana.

Ainda entre as blue chips, os bancos recuperaram as perdas da véspera. O Índice Financeiro (IFNC) encerrou a sessão com alta de 1,34%.

Em destaque, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) fecharam com ganho de 0,58% (R$ 20,88) em reação ao balanço do primeiro trimestre (1T26). Os papéis também foram os mais negociados na B3 com 101,5 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,373 bilhão.

Para os analistas, a queda no lucro líquido já era esperada, mas a revisão do guidance para baixo foi a ‘surpresa negativa’. “Neste momento, a revisão do guidance era algo que não fazia parte do nosso cenário-base, embora reconheçamos que provavelmente tenha sido a decisão mais prudente”, disse o BTG Pactual em relatório.

Outro peso-pesado, Petrobras (PETR4;PETR3) avançou com melhora do apetite ao risco doméstico e valorização do petróleo no mercado internacional, com o barril negociado acima de US$ 100. PETR3 terminou o dia com alta de 0,73%, a R$ 49,34. PETR4 registrou avanço de 0,99%, a R$ 45,01.

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam nas máximas históricas com disparada das ações de tecnologia e expectativa de apoio de Pequim nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,75%, aos 50.063,46 pontos;
  • S&P 500: +0,77%, aos 7.501,24 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • Nasdaq: +0,88%, aos 26.635,222 pontos – no maior nível nominal histórico.

Na Europa, os índices fecharam em alta, com o mercado ainda monitorando a crise política no Reino Unido e otimismo nas negociações entre EUA e China. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com ganho de 0,76%, aos 616,05 pontos.

Na Ásia, os principais índices tiveram uma sessão mista. O índice de Nikkei, do Japão encerrou a sessão com perda de 0,98%, 62.654,05 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou estável, aos 26.389,04 pontos.

 

 

Fonte: MoneyTimes

Fonte: MoneyTimes