Ibovespa avança de olho em avanço nas negociações entre EUA e Irã; 5 coisas para saber antes de investir hoje (6)

6 de maio de 2026 |
10:35
Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli

Compartilhar:

Ibovespa (IBOV) acompanhou o otimismo no exterior e avança com a perspectiva de acordo entre Estados Unidos e Irã para finalizar o conflito no Oriente Médio.

Os investidores também ficam de olho na repercussão de balanços corporativos, maiores detalhamentos sobre o Desenrola 2.0 e pesquisa de cenário eleitoral.

dólar à vista opera em alta ante o real, destoando do desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda avançava a R$ 4,9247 (+0,26%). Já o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,50%, aos 97,941 pontos.

 

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (6)

1 – Pesquisa eleitoral

A Pesquisa Meio/Ideia desta quarta-feira aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 45,3%, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 44,7%, permanecem tecnicamente empatados no segundo turno na corrida pelo Palácio do Planalto nas eleições 2026.

Eles oscilaram dentro da margem de erro de 2,5 pontos porcentuais na comparação com a rodada anterior do levantamento, em abril. Há um mês, Flávio Bolsonaro tinha 45,8% e Lula 45,5%.

A pesquisa também indica empate técnico, no limite da margem de erro, de Lula contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) – 44,7% a 40%, respectivamente.

Em outro cenário de segundo turno, petista tem 44% e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), 39%, configurando empate técnico, também no limite da margem de erro.

O levantamento entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 1º e 5 de maio. O nível de confiança é de 95% e o protocolo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-05356/2026.

 

2 – Balanço do Itaú (ITUB4)

Itaú (ITUB4) registrou lucro recorrente gerencial de R$ 12,3 bilhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), alta de 10,4% ante o mesmo período de 2025, segundo documento enviado ao mercado na terça-feira (5).

Estimativas de analistas compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$ 12,5 bilhões.

Considerado por analistas como o banco mais seguro da bolsa, diferente de seus concorrentes, como Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11), o Itaú não passou por uma grande deterioração das principais linhas, como inadimplência e ROE (retorno sobre o patrimônio líquido).

 

3 – Desenrola 2.0

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira que o governo deve anunciar uma nova rodada do programa Desenrola, com foco em pessoas que estão em dia com suas dívidas e pagam juros altos.

Em entrevista ao programa “Bom dia, Ministro”, do CanalGov, Durigan afirmou que a nova etapa do programa, a ser apresentada entre o fim de maio e o início de junho, terá uma linha voltada a trabalhadores informais.

 

4 – Acordo entre EUA e Irã

Os Estados Unidos e o Irãestão próximos de um acordo sobre um memorando de uma página para encerrar o conflito no Golfo, afirmou uma fonte paquistanesa, mediadora das negociações, que disse estar familiarizada com o andamento das conversas ao veículo norte-americano Axios.

De acordo com o veículo, a Casa Branca acredita estar próxima de um memorando de uma página para encerrar o conflito com o Irã, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender uma missão naval de três dias voltada à reabertura do Estreito de Ormuz.

Após a suspensão do “Projeto Liberdade” pelos EUA, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que a travessia pelo estreito poderá ser retomada de forma “segura e sustentável”, desde que cessem as “ameaças dos agressores”.

Nesta manhã, Trump escreveu na rede Truth Social que caso o Irã concorde em cumprir o que foi acordado, a Operação Fúria Épica e o bloqueio naval norte-americano terminarão, permitindo a abertura do Estreito de Ormuz para todos, incluindo o Irã.

“Caso [o Irã] não concorde, os bombardeios começarão e serão, infelizmente, em um nível e intensidade muito maiores do que antes”, alertou.

 

5 – Petróleo volta a ficar próximo de US$ 100

Diante do avanço das tratativas entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio, os contratos futuros do Brent para julho, considerados referência no mercado internacional, voltaram a ficar próximos dos US$ 100.

No auge das tensões entre os dois países, o petróleo chegou a ficar próximo dos US$ 126, a maior cotação da commodity desde 2022.

O preço do barril reacendeu temores inflacionários mundo a fora, com diversos bancos centrais adotando uma postura mais conservadora na condução da política monetária.

Por volta das 10h (horário de Brasília), os contratos futuros do Brent para julho recuavam 6,30%, a US$ 102,95 o barril.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

 

 

Fonte: MoneyTimes

Fonte: MoneyTimes