O Ibovespa (IBOV) encerrou a primeira semana de fevereiro em tom positivo, com apoio de Wall Street e de olho em balanços corporativos.
Nesta sexta-feira (6), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,45%, aos 182.949,78 pontos. No acumulado dos últimos cinco pregões, o Ibovespa teve ganho de 0,88%.
Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2204, com queda de 0,63%. Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,52% ante o real.
No cenário doméstico, os investidores reagiram a mudanças nas expectativas do Ministério da Fazenda para os principais indicadores macroeconômicos.
A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda revisou ligeiramente para baixo sua projeção para o crescimento econômico em 2026, revendo para cima a estimativa para a inflação ao consumidor no ano.
O relatório da SPE projetou a alta do PIB neste ano em 2,3%, abaixo dos 2,4% estimados em novembro. A pasta ainda elevou de 2,2% para 2,3% a previsão de crescimento da atividade em 2025, dado que será oficializado pelo IBGE apenas em março.
Com relação à inflação, a secretaria estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará 2026 em 3,6%, contra 3,5% antes.
Na coletiva, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, disse que a estabilização da dívida pública no Brasil não será alcançada puramente pela gestão fiscal do governo, ressaltando que a melhora depende da política monetária implementada pelo Banco Central.
Mello, que está em avaliação no governo para possivelmente ocupar uma diretoria do BC, disse que a atuação harmonizada das políticas econômica, fiscal e monetária gerou efeitos positivos na inflação em 2025.
Fonte: MoneyTimes


