Governo entrará com ação no STF para questionar derrubada do IOF, diz jornal

27 de junho de 2025 |
10:44
Imagem: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a decisão do Congresso de derrubar o decreto presidencial que aumentava a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A informação é do jornal O Globo.

Segundo o jornal, a decisão foi tomada após uma conversa entre Lula e o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, na noite de quinta-feira (26).

A avaliação dentro do governo é de que o Congresso violou o princípio da separação dos poderes ao barrar, por meio de decreto legislativo, uma decisão de competência exclusiva do Executivo. O entendimento agora é unânime na equipe presidencial sobre a necessidade de declarar a inconstitucionalidade do ato.

A ação judicial deve intensificar a disputa entre os dois poderes em torno da política fiscal e do espaço do Executivo para atuar em temas tributários.

 

 

Congresso derruba decreto que aumentava IOF

Na quarta-feira (25), a Câmara dos Deputados e o Senado aprovaram o projeto que revoga o aumento do IOF.

O projeto de decreto legislativo (PDL) foi aprovado inicialmente pela Câmara por 383 votos a 98. Em seguida, passou pelo Senado em votação simbólica — sem contagem nominal de votos — e segue agora para promulgação.

As novas alíquotas estavam em vigor desde 22 de maio e haviam sido reajustadas por um decreto publicado em 11 de junho. Com a revogação, voltam a valer as alíquotas anteriores do imposto para operações como câmbio, uso de cartões internacionais e concessão de crédito a empresas.

A equipe econômica contava com a arrecadação extra para ajudar no equilíbrio das contas públicas. A expectativa era de levantar R$ 10 bilhões em 2025. Na versão original do decreto, publicada em maio, a estimativa de receita chegava a cerca de R$ 20 bilhões.

Agora, o governo estuda medidas alternativas para compensar a perda de arrecadação, como novos bloqueios e contingenciamentos no Orçamento deste ano.

Fonte: Money Times