O dólar à vista fechou próximo à estabilidade, com ligeiro recuo, diante da instabilidade do cenário geopolítico das negociações entre Estados Unidos e Irã.
Nesta terça-feira (9), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,1775, em queda de 0,05%.
O dólar acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,09%, aos 99.955 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
Em destaque, a guerra no Oriente Médio seguiu como foco das movimentações no mercado de câmbio.
Um helicóptero Apache dos Estados Unidos foi abatido pela manhã. Inicialmente, o presidente dos EUA, Donald Trump, evitou comentar sobre o que havia causado a queda. Mais tarde, porém, ele afirmou na rede Truth Social que os iranianos haviam abatido o helicóptero.
Segundo Trump, os tripulantes do Apache passam bem, mas, ainda assim, seria necessário que os Estados Unidos respondam ao ataque iraniano.
A fala do presidente dos EUA destoou do otimismo do mercado com perspectiva de um acordo de paz próximo entre Washington e Teerã.
Cenário doméstico
Por aqui, os investidores acompanharam a entrevista do ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao portal UOL. Durigan afirmou que avanço de “pautas-bomba” no Congresso Nacional pode ampliar despesas ou reduzir a arrecadação em um momento de maior pressão sobre a inflação e os juros.
De acordo com o ministro, a aprovação de medidas com elevado impacto fiscal pode dificultar o controle das contas públicas e aumentar a pressão para a manutenção de juros elevados.
“Se a gente tem que ter foco para garantir estabilidade econômica, aprovar pauta-bomba agora dá mais asas, joga mais lenha nessa fogueira de quem pede juros mais altos”, afirmou.
Segundo Durigan, o cenário atual exige cautela diante dos efeitos da guerra entre Irã e Israel sobre os preços globais e das incertezas provocadas pela política comercial dos Estados Unidos.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo
Fonte: MoneyTimes


