Dólar recua a R$ 5,13 com expectativa de Fed menos agressivo

6 de julho de 2026 |
17:08
Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images

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dólar estendeu as perdas com os dados da atividade dos Estados Unidos reforçando a avaliação de um banco central menos duro na condução da política monetária.

Nesta segunda-feira (6), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1320, com queda de 0,71%.

O dólar seguiu o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libraoperava com queda de 0,50%, aos 100.892 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio acompanhou as projeções para a economia dos economistas consultados pelo Banco Central, além das discussões tarifárias entre Estados Unidos e Brasil.

Pela primeira vez em 16 semanas, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 5,33% para 5,30% em 2026 no Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira. Para 2027, porém, a estimativa avançou de 4,17% para 4,18%.

No caso da taxa básica de juros, a Selic, apresentou estabilidade: a estimativa intermediária para 2026 ficou em 14%. Para 2027, 2028 e 2029 a expectativa se manteve em 12%, 10,25% e 10%, respectivamente.

Além disso, hoje teve início a audiência pública sobre políticas e práticas do Brasil, sob a Seção 301 da Lei de Comércio pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), com a finalidade de julgar se supostas práticas comerciais desleais justificam uma nova sobretaxação ao país.

Entre as práticas mencionadas por Washington, estão a implementação do Pix, o desmatamento no Brasil, o mercado de etanol brasileiro e a questão de propriedade intelectual.

Na avaliação de Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, o real apresentou recuperação nesta segunda-feira, embalado pela valorização de commodities como soja e minério de ferro e por um recorde nas exportações de carne, fatores que aumentam a entrada de dólares pela via comercial.

Além disso, Kayo considera que os indicadores de serviços nos EUA vieram abaixo do esperado, dando mais força à leitura de que a economia dos EUA perde ritmo depois do payroll fraco de junho, o que esfria as apostas de aperto adicional do Federal Reserve.

“Ainda assim, o espaço para uma queda mais consistente do dólar esbarra no fortalecimento da moeda norte-americana lá fora, num movimento de ajuste após o feriado de sexta-feira nos EUA, e na cautela do mercado com a audiência do USTR sobre práticas comerciais brasileiras, que segue como fonte de incerteza para as relações entre os dois países”, afirma.

Segundo plano

Durante o final de semana, o Irã realizou cerimônias fúnebres para o líder supremo aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia do conflito no Oriente Médio. A mobilização trazia manifestações de repúdio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Trump, afirmou nesta segunda-feira que os Estados Unidos ou chegarão a um acordo com o Irã ou “terminarão o serviço”. Segundo o presidente dos EUA, o Irã prefere chegar a uma resolução.

Os contratos futuros do petróleo Brent para setembro, referência no mercado internacional, fecharam em queda de 0,18%, a US$ 71,99 o barril, negociados na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres.

Os preços foram pressionados pelo quinto aumento mensal consecutivo da oferta da Opep+, a partir de agosto, e pela normalização do fluxo de navios no Estreito de Ormuz.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

 

Fonte: MoneyTimes

Fonte: MoneyTimes