O Banco Central decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da Reag, corretora envolvida em investigações sobre braços do PCC no mercado financeiro, e, mais recentemente, ao caso do Banco Master.
Segundo o BC, a medida “foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN” (Sistema Financeiro Nacional).
“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais”, afirma o BC em comunicado. “O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicações às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis”.
Como consequência da liquidação, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.
A Reag atuava no segmento de pequeno porte e baixa relevância sistêmica. Em 2025, a corretora ocupou a 56ª posição no ranking de câmbio do Banco Central, com participação de 0,081% do volume financeiro total e 0,14% do número de operações de câmbio realizadas no país.
A medida vem após o fundador e ex-executivo da Reag Investimentos João Carlos Mansur virar alvo de uma nova megaoperação da Polícia Federal para investigar fraudes do Banco Master. A ação apura a suposta concessão de créditos fraudulentos do banco.
(em atualização)


