Ouro tomba 3,6% e atinge menor nível desde novembro de 2025 com guerra e inflação no radar

10 de junho de 2026 |
15:46
Imagem: Canva

Compartilhar:

ouro encerrou o pregão desta quarta-feira (10) em forte queda, atingindo o menor nível desde novembro de 2025, quando o metal dourado fechou em US$ 4.129,6 por onça-troy. O movimento ocorre em meio à troca de ataques entre Irã e Estados Unidos, além da divulgação dos dados de inflação norte-americanos.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto cedeu 3,6%, a US$ 4.133,3 por onça-troy.

A prata para julho registrou perdas menos intensas, de 0,8%, a US$ 64,740 por onça-troy.

O que mexeu com o ouro?

A cotação do metal dourado foi pressionada pelo cenário de inflação elevada nos Estados Unidos e pela troca de ataques entre Estados Unidos e Irã.

Após uma ofensiva norte-americana ao Irã, o país persa lançou ataques aéreos contra bases dos EUA na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein na manhã de hoje.

Diante da escalada, a Fox News informou pela manhã que o governo dos EUA estuda atacar a infraestrutura iraniana. Mais tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA atacarão o Irã com força nesta quarta-feira, caso não seja fechado um acordo de paz.

“Vamos atacá-los, atacá-los com muita força, retomando os bombardeios”, disse Trump a repórteres na Casa Branca, citando o abate de um helicóptero Apache pelo Irã no Estreito de Ormuz.

Em meio às incertezas geopolíticas, o ouro não consegue atrair uma demanda sustentada por ativos de segurança. Na avaliação da Phillip Nova, a movimentação acontece diante das preocupações inflacionárias, juntamente com um dólar mais forte e preços de do petróleo em alta, que pesam sobre o sentimento do ativo.

De uma perspectiva técnica, a corretora afirma que a queda do ouro abaixo da média móvel de 200 dias representa um movimento bearish.

Na mesma linha, o MUFG avalia que a baixa levou a novas vendas por parte dos investidores: “o metal precioso está agora cerca de 20% abaixo de seu nível pré-conflito, com pressão de venda adicional surgindo depois que os preços caíram abaixo de importantes níveis de suporte técnico”.

Além disso, nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou em linha com o esperado, atingindo 4,2% na comparação anual no mês de maio, o pior número para a taxa anualizada em três anos.

Apesar da piora, os dados não modificaram a expectativa do mercado para uma retomada de alta nas taxas de juros norte-americanas entre outubro e dezembro deste ano, segundo a ferramenta Fed Watch, do CME Group.

*Com informações de Estadão Conteúdo

 

Fonte: MoneyTimes

Fonte: MoneyTimes