Europa cai com temor de pressão inflacionária em meio ao impasse no Oriente Médio e nova ameaça de tarifas

3 de junho de 2026 |
15:31
Imagem: REUTERS/Benoit Tessier

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Os índices europeus encerraram o pregão desta quarta-feira (3) em queda, zerando os ganhos da véspera, com a crescente incerteza sobre as negociações de paz no Oriente Médio e temor de novas tarifas do governo Trump.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com queda de 0,66%, aos 621,19 pontos.

Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, caiu 1,31%, aos 24.795,94 pontos; o CAC 40, de Paris, teve recuo de 0,71%, aos 8.150,42 pontos; e índice FTSE 100, de Londres terminou a sessão de hoje com baixa de 0,40%, aos 10.332,30 pontos.

O que mexeu com os mercados europeus hoje?

Novos desdobramento do conflito no Oriente Médio inejtaram aversão a risco nos investidores.

Em destaque, o Irã condenou o ataque dos EUA contra um petroleiro iraniano no Estreito de Ormuz, enquanto o presidente Donald Trump sugeriu que a rota marítima pode continuar bloqueada até setembro.

Os preços do petróleo subiram pelo segundo dia e voltaram para o nível próximo de US$ 100 o barril, aumentando a pressão sobre a Europa, que depende da importação de energia.

Ainda no cenário geopolítico, o mercado passou a precificar possíveis novas tarifas de importação adicional do governo Trump contra a União Europeia (UE).

Já no ambiente macroeconômico, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 4,9% na comparação anual de abril, uma aceleração ante os 2,1% registrados em março.

O mercado também ponderou a proposta dos EUA de criação de tarifas de importação adicionais à União Europeia (UE). Na noite de ontem (2), o governo Trump propôs a imposição de tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre as importações de 60 economias, incluindo o Reino Unido.

Entre outros destaques, as ações da Akzo Nobel tombaram 17,37% depois de a proposta de aquisição pela Nippon Paint e Sherwin-Williams ter fracassado.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

 

 

Fonte: MoneyTimes

Fonte: MoneyTimes