Ibovespa Futuro cai com tarifa dos EUA e reunião de Lula no foco

3 de junho de 2026 |
10:11
Imagem: Divulgação

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O Ibovespa Futuro opera em baixa nos primeiros negócios desta quarta-feira (3), com atenções voltadas para reunião ministerial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na esteira da divulgação de que o Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa de 25% sobre várias exportações do Brasil. Às 9h11 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em junho caía 1,13%, aos 173.175 pontos.

A reunião está marcada para as 10h no Palácio do Planalto. Na véspera, Lula lançou uma ofensiva para colar na família Bolsonaro a culpa pela deterioração das relações do Brasil com os Estados Unidos.

Ao fazer o anúncio da decisão, o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, alegou que algumas políticas brasileiras relacionadas a comércio eletrônico, pagamentos digitais, tarifas preferenciais, desmatamento e mercado de etanol, entre outras questões, restringem o comércio norte-americano e, por isso, o país pode ser alvo de medidas.

Na terça-feira, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, ainda propôs a imposição de tarifas adicionais de 10% ou 12,5% sobre as importações de 60 economias, incluindo o Brasil, após determinar que suas falhas em coibir o comércio de produtos fabricados com trabalho forçado são injustificadas e restringem o comércio dos EUA.

No exterior, os preços do petróleo subiam pelo terceiro pregão consecutivo e as ações recuavam, à medida que novas hostilidades eclodiram no Golfo Pérsico após o fracasso das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.

Um ataque de mísseis iranianos danificou o aeroporto do Kuweit nesta quarta-feira, e as forças militares dos EUA atingiram alvos próximos ao Estreito de Ormuz, enquanto o frágil cessar-fogo entre os dois lados foi novamente testado.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,25%, S&P Futuro recuava 0,07% e Nasdaq Futuro tinha alta de 0,21%.

Dólar, exterior e commodities

O dólar à vista operava com alta de 0,17%, aos R$ 5,018 na venda.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam com alta, com o índice Nikkei 225, do Japão, atingindo um recorde histórico, à medida que os investidores pareciam ignorar a incerteza em relação às negociações entre EUA e Irã para pôr fim ao conflito no Oriente Médio.

Os preços do petróleo operam em alta, enquanto os investidores avaliam a incerteza em relação às negociações entre os EUA e o Irã, após os dois países lançarem novos ataques na terça-feira, mesmo com Trump afirmando que as negociações com Teerã estavam em andamento.

As cotações do minério de ferro na China fecharam no vermelho, pressionados pela redução das margens de lucro do aço e pela demanda sazonalmente mais fraca na China, principal consumidora.

(Com Reuters)

Fonte: InfoMoney

Fonte: InfoMoney