Neogrid (NGRD3) aprova OPA e marca data para deixar a B3; veja os detalhes do fechamento de capital

22 de maio de 2026 |
11:20
Imagem: MoneyTimes

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Neogrid(NGRD3) deu um passo definitivo para encerrar seu ciclo como companhia aberta. Em fato relevante divulgado na última quinta-feira (21), o conselho de administração da empresa emitiu um parecer favorável à Oferta Pública de Aquisição (OPA), que visa tanto a aquisição do controle quanto o cancelamento de seu registro na bolsa brasileira.

Com a aprovação, a companhia catarinense deve deixar o Novo Mercado e ser integrada ao ecossistema do Grupo Hindiana, veículo de investimentos liderado por Alfredo Villela Filho. O leilão da OPA já possui data marcada: 27 de maio de 2026.

O preço da oferta e a pressão dos minoritários

A proposta inicial do Grupo Hindiana, apresentada em dezembro de 2025, previa o pagamento de R$ 29 por ação. No entanto, após resistência de acionistas minoritários, como o Fundo L4, o valor foi revisado.

Com base em um laudo independente da Seneca Evercore, o preço final foi fixado em R$ 30,89 por papel. Este valor ainda passará por atualização pela taxa Selic, referente ao período entre 30 de setembro de 2025 e a data da liquidação financeira. Segundo o conselho, a metodologia de Fluxo de Caixa Descontado (FCD) foi a mais adequada para definir esse montante.

Mudança de cenário e estratégia

A saída da Neogrid reflete a mudança no apetite do mercado por empresas de tecnologia. Listada em 2020 sob forte euforia e juros baixos, a companhia viu sua liquidez e avaliação serem pressionadas pelo ciclo de alta de juros e pela maior seletividade dos investidores por geração de caixa.

Fora da bolsa, a estratégia do Grupo Hindiana é integrar a Neogrid a um portfólio que já inclui ativos como a plataforma logística Nstech, a securitizadora CERC e a fintech Blu Pagamentos. O fundador da Neogrid, Miguel Abuhab, permanecerá como executive chairman e líder do Comitê de Inovação.

Alerta ao acionista

O conselho da companhia ressaltou que os acionistas que optarem por não aderir à OPA enfrentarão riscos significativos. Caso o registro seja cancelado, os minoritários remanescentes terão uma redução drástica na liquidez e na transparência regulatória, uma vez que a empresa deixará de ser obrigada a divulgar fatos relevantes e demonstrações trimestrais.

Até o momento, a adesão à oferta é considerada provável, dado que acordos firmados já garantem a participação de cerca de 21% das ações em circulação no mercado.

Fonte: MoneyTimes

Fonte: MoneyTimes