Petróleo engata 2º dia de fortes ganhos com impasse no Oriente Médio

12 de maio de 2026 |
16:13
Imagem: iStock/Joa_Souza

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Os preços do petróleo encerraram as negociações desta terça-feira (12) em alta, estendo os ganhos da véspera, com a continuidade do impasse nas negociações de paz no Oriente Médio.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho fecharam com alta de 3,42%, a US$ 107,77 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na máxima intradia, o barril bateu US$ 108,45.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para junho subiram 4,19%, a US$ 102,18 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

O que impulsionou o petróleo?

As negociações entre Estados Unidos e Irã continuaram no radar dos investidores.

Nesta terça-feira, o membro da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento do Irã, Abbas Ghalroo, disse que os EUA têm duas exigências que são uma questão de honra para a República Islâmica, e não podem ser aceitas: a cessação permanente do enriquecimento de urânio e a entrega do material enriquecido para Washington, informou a agência Iran International.

Em paralelo, o Kuwait acusou Teerã de enviar uma equipe armada da Guarda Revolucionária para atacar uma de suas ilhas, segundo a Associated Press. O Irã não reconheceu imediatamente a acusação.

Também o líder do grupo xiita libanês Hezbollah, Naim Kassem, pediu ao governo do Líbano que se retire das negociações diretas com Israel, classificando-as como uma concessão e defendendo “negociações indiretas”.

Além disso, o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE, na sigla em inglês) diminuiu levemente sua projeção para o preço médio do petróleo Brent em 2026, de US$ 96 para US$ 95 por barril.

O órgão também passou a estimar valor médio de US$ 79 em 2027, ante US$ 76 anteriormente, segundo o relatório Short-Term Energy Outlook (Steo), divulgado nesta terça-feira.

De acordo com o DoE, as interrupções na produção de petróleo bruto no Oriente Médio aumentaram significativamente desde o último relatório Steo de abril.

“Assumimos que o Estreito de Ormuz permanecerá efetivamente fechado até o final de maio, com o tráfego de embarcações começando a aumentar em junho. No entanto, espera-se que os embarques de petróleo através do estreito não alcancem os níveis pré-conflito até o final deste ano”, diz a agência.

O DoE ainda prevê que os estoques globais de petróleo diminuirão em 2,6 milhões de barril por dia (b/d) em 2026, em comparação com uma diminuição de 0,3 milhão no relatório passado.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

Fonte: MoneyTimes