Vale (VALE3): ações sobem mais de 3% com minério e revisões positivas de bancões

6 de maio de 2026 |
10:53
Imagem: Logo da Vale na NYSE

Compartilhar:

As ações da Vale (VALE3) registram ganhos nesta quarta-feira (6); às 10h18 (horário de Brasília), os ganhos eram de 3,23%, a R$ 80,92.

Em destaque, os contratos futuros do minério de ferro subiram na retomada das negociações no mercado da China após o feriado do Primeiro de Maio, com a expectativa de que a demanda pela matéria-prima siderúrgica aumente no verão em meio à recuperação das atividades de construção e à retomada da produção dos altos-fornos.

O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com alta de 2,84%, a 816 iuanes (US$119,67) a tonelada. O minério de ferro de referência de junho na Bolsa de Cingapura avançava 1,93%, a US$110,60 a tonelada.

A demanda por aço deve aumentar após o feriado de cinco dias na China, com os altos-fornos provavelmente retomando as operações após manutenções durante os feriados, disse a corretora chinesa Galaxy Futures em nota no WeChat.

Os preços do minério de ferro também foram sustentados pelo aumento da volatilidade dos preços do carvão metalúrgico e do coque, impulsionados pela maior demanda de energia com a aproximação do verão, disse a Galaxy Futures.

Ainda em destaque, o BTG Pactual elevou o preço-alvo das ações VALE3 de R$ 85 para R$ 90, reforçando recomendação de compra.

O banco incorporou maior visibilidade nos projetos de cobre e atualização de premissas de preços e custos, passando a refletir melhor execução operacional, maior segurança operacional e retorno de caixa consistente, com yield entre 8% e 10%.

Além disso, ressalta que a principal mudança no modelo foi a elevação da projeção de produção de cobre no longo prazo para 500 mil toneladas por ano, ante 380 mil toneladas anteriormente, com potencial de adicionar cerca de 10% ao valor de mercado.

Em minério de ferro, a visão permanece construtiva, com preços resilientes acima de US$ 100 por tonelada, apoiados por fundamentos equilibrados de oferta e demanda e custos mais altos na indústria. “A inflação de custos observada no trimestre é vista como conjuntural e amplamente compensada pelo ambiente favorável de preços, sem comprometer o guidance”, avalia.

A gestão reforçou foco na desalavancagem e indicou espaço para acelerar recompras ou dividendos extraordinários caso a dívida líquida fique abaixo de US$ 15 bilhões. Mesmo após forte valorização no ano, a companhia segue negociando a valuation atrativo, com yield de 9% e múltiplo de 4,4 vezes o EV (valor da firma)/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações).

Na véspera, o Bradesco BBI havia reiterado recomendação de compra para a Vale, destacando também a resiliência dos preços do minério.

(com Reuters)

Fonte: InfoMoney