De volta aos US$ 110: Petróleo avança com expectativa de guerra prolongada no Oriente Médio

29 de abril de 2026 |
17:01
Imagem: REUTERS/Stringer/Archivo

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Os preços do petróleo avançaram diante das sinalizações de que o conflito no Oriente Médio pode durar mais tempo do que o esperado, prolongando o fechamento do Estreito de Ormuz, rota responsável pela circulação de 20% da commodity.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para julho fecharam em alta de 5,78%, a US$ 110,44 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na máxima, porém, a cotação bateu os US$ 119 o barril.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para junho subiram 6,95%, a US$ 106,88 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

O que mexeu com o petróleo hoje?

Os preços do petróleo seguiram as notícias em relação ao conflito no Oriente Médio.

commodity seguiu pressionada com a notícia de que o presidente dos EUA, Donald Trump, teve reunião com líderes da Chevron e de outras empresas de energia na terça-feira (28) para falar sobre medidas que poderiam ser tomadas para acalmar os mercados de petróleo se for necessário continuar o bloqueio aos portos iranianos por meses.

O petróleo acelerou o movimento de alta após Trump sinalizar nova ação militar dos EUA, ao afirmar que não será mais “bonzinho”.

Segundo o site Axios, o Comando Central dos EUA preparou um plano para uma onda de ataques contra o Irã, com o objetivo de fazer o país persa negociar um acordo nuclear.

O Irã, por sua vez, promete resposta às ações dos EUA e autoridades do país continuam afirmando publicamente que Washington precisa reduzir suas exigências antes que Teerã encerre seu bloqueio no Estreito de Ormuz.

Nos Estados Unidos, dados do governo mostraram que os estoques semanais registraram uma queda maior do que o esperado em petróleo e derivados.

Já a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) informou que a produção mundial de petróleo bruto cresceu em 2025 ante 2024, assim como a demanda global. Ontem, os Emirados Árabes Unidos anunciaram sua saída do cartel a partir de 1º de maio.

Na avaliação de analistas do banco holandês ING, o movimento representa “um grande golpe” para a Opep e certamente agradaria Trump, “pois enfraquece a influência do cartel no mercado de petróleo”.

*Com informações de Estadão Conteúdo

 

Fonte: MoneyTimes
Fonte: MoneyTimes