O andamento na venda da unidade de cimento da CSN (CSNA3), as informações financeiras mensais não auditadas referentes à fevereiro da Azul (AZUL53), e o investimento de US$ 450 milhões no maior projeto de monitoramento sísmico mundial pela Petrobras (PETR4), são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (15).
Confira os destaques corporativos de hoje
CSN (CSNA3) iniciará fase vinculante de venda da unidade de cimento em um mês
A CSN (CSNA3) deverá começar a receber propostas vinculantes para sua unidade de cimento em poucas semanas, disse o diretor financeiro da empresa à Reuters na terça-feira (14).
“A fase vinculante deve começar em pouco mais de 1 mês. Logo após o recebimento das propostas não vinculantes e definição das instituições que passarão para próxima fase”, disse o diretor financeiro Marco Rabello, em resposta por escrito, sem divulgar preços ou os nomes dos potenciais compradores.
De acordo com duas pessoas familiarizadas com o negócio, a CSN poderá arrecadar mais de R$ 10 bilhões com a venda de sua unidade de cimento.
As negociações, segundo as fontes, envolvem participantes locais e internacionais, incluindo a Votorantim e a J&F, que também controla a empresa de processamento de carne JBS, bem como as empresas chinesas Anhui Conch Cement, Huaxin Cement, que adquiriu uma empresa brasileira em 2024; e Sinoma International.
Azul (AZUL53): Caixa mais que dobra em fevereiro e chega a R$ 2,83 bilhões
A Azul (AZUL53) divulgou ao mercado informações financeiras mensais não auditadas apresentadas ao Tribunal dos Estados Unidos no âmbito da recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) que a aérea enfrentou. Vale pontuar que o processo teve encerramento em 20 de fevereiro deste ano.
A companhia aérea reportou caixa e equivalentes de caixa e aplicações financeiras de curto prazo de R$ 2,83 bilhões, e contas a receber no montante de R$ 1,78 bilhão. Os montantes se referem ao período de 1 a 20 de fevereiro de 2026.
Em janeiro, a empresa reportou caixa de R$ 1,31 bilhão e contas a receber de R$ 2,28 bilhões.
No documento, a Azul destaca que as informações são preliminares e não passaram por auditoria independente.
Petrobras (PETR4) investirá US$ 450 milhões no maior projeto de monitoramento sísmico mundial
A Petrobras (PETR4) e os parceiros do Consórcio de Libra vão investir cerca de US$ 450 milhões no que classificam como o mais extenso projeto de monitoramento sísmico do mundo.
A iniciativa usa uma tecnologia comparada a um “ultrassom” do subsolo marinho, capaz de revelar estruturas geológicas e a movimentação de fluidos como óleo, gás e água, com foco no acompanhamento do reservatório do campo de Mero, na bacia de Santos.
Inédito em águas profundas, o projeto prevê a instalação no leito marinho de uma infraestrutura permanente de sensores e instrumentos ópticos para observar, ao longo do tempo, o comportamento do reservatório.
A expectativa é que os dados obtidos permitam uma compreensão mais detalhada da dinâmica do campo e melhorem o gerenciamento da produção, com o objetivo de garantir a máxima recuperação de petróleo.
A rede é conhecida como PRM, sigla em inglês para Sistema de Monitoramento de Reservatórios Permanentes.
Segundo a Petrobras, ao otimizar o gerenciamento dos campos, a tecnologia pode maximizar a produção de óleo sem aumento relevante de emissões, o que contribuiria para reduzir a pegada de carbono.
Plano&Plano (PLPL3) registra vendas de R$ 842 milhões no primeiro trimestre
A Plano&Plano (PLPL3) registrou vendas líquidas de R$ 841,8 milhões no primeiro trimestre de 2026, praticamente estáveis em relação ao mesmo período do ano passado (-1,6%), mas com forte queda de 45,6% frente ao quarto trimestre.
A queda sequencial ocorre em meio a um aumento relevante dos distratos, que somaram R$ 99,5 milhões entre janeiro e março, alta de 35,2% na comparação anual. Com isso, a relação entre distratos e vendas brutas subiu de 7,9% para 10,6% no período.
Apesar disso, no critério de participação da companhia, o desempenho foi mais positivo. As vendas líquidas %Plano&Plano alcançaram R$ 796 milhões, avanço de 3,4% sobre o primeiro trimestre de 2025.
O ticket médio das unidades vendidas ficou em R$ 268,4 mil, alta de 13,8% na base anual. A companhia destacou que o movimento reflete a venda de produtos com maior valor agregado ao longo do período.
Vibra (VBBR3) conclui saída da Evolua e vende fatia para Copersucar
A Vibra Energia (VBBR3) informou na terça-feira (14) que concluiu a venda da totalidade de sua participação na Evolua Etanol, encerrando a joint venture com a Copersucar.
Segundo fato relevante, a Vibra detinha 49,99% do capital social da Evolua, enquanto a Copersucar já possuía os 50,01% restantes — e passou agora a deter 100% da companhia após a operação.
A Evolua havia sido criada como uma parceria entre as duas empresas para atuar na comercialização de etanol no Brasil.
A decisão de encerrar a joint venture, já anunciada em dezembro de 2025, reflete mudanças na dinâmica do mercado e está alinhada à estratégia da Vibra de ganhar maior flexibilidade no suprimento de etanol, além de reforçar a disciplina na alocação de capital.
TIM Brasil (TIMS3) aprova participação em leilão 700 MHz
A TIM Brasil (TIMS3) informou que o conselho de administração aprovou a participação da companhia no leilão de 700 MHz da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), segundo ata divulgada na terça-feira (14).
A Anatel receberá as propostas para o leilão na quarta-feira e a análise e julgamento das propostas de preço será realizada no dia 30 deste mês.
O leilão vai envolver autorizações de uso de radiofrequências nas subfaixas de 708 MHz a 718 MHz e de 763 MHz a 773 MHz, o investimento previsto é de R$2 bilhões, segundo a agência.
Além de fortalecer o 4G, a faixa de 700 MHz também ajuda a ampliar o alcance do 5G, afirmou a Anatel.
Quadra Capital se aproxima de acordo para comprar R$ 15 bilhões em ativos do BRB
A gestora de ativos independente Quadra Capital está perto de concluir a aquisição de R$ 15 bilhões em ativos do Banco de Brasília (BRB), que antes pertenciam ao Banco Master, disseram três pessoas familiarizadas com as negociações.
O acordo requer sinal verde, ou pelo menos a ausência de objeções, do Banco Central (BC), acrescentaram as fontes, sob condição de anonimato, pois a informação não é pública.
Embora não seja necessária aprovação formal, de acordo com outras duas fontes, a autoridade monetária precisa entender a estrutura da transação, disse uma delas.
A Quadra e o BRB recusaram-se a comentar. O BC não respondeu de imediato ao pedido de comentário.
Auren Energia (AURE3) aprova incorporação reversa e reestruturação societária
A Auren Energia (AURE3) anunciou a aprovação da incorporação da Auren Participações pela Auren Operações, na primeira etapa de uma reorganização que busca concentrar ativos e reduzir o número de companhias abertas do grupo.
Aprovada em assembleias realizadas na terça-feira (14), a operação prevê a incorporação reversa da Auren Participações pela Auren Operações.
Com a conclusão da fase 1, que ainda está sujeita a condições como aprovação da Aneel, a Auren Participações será extinta e a Auren Operações passará a ser controlada diretamente pela Auren Energia.
De acordo com a companhia, o objetivo é concentrar os ativos hidrelétricos em um único veículo, racionalizar a estrutura societária, reduzir custos operacionais e aumentar eficiência na gestão de caixa e endividamento.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo
Fonte: MoneyTimes


