Bradesco (BBDC4), Vale (VALE3), BRB (Banco de Brasilia) e outros destaques desta quarta-feira (01)

1 de abril de 2026 |
10:09
Imagem: Renan Dantas/Money Times

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reorganização societária do Bradesco (BBDC4) na Odontoprev, o possível acordo do governo com a Vale (VALE3) sobre ferrovias e o atraso no balanço de 2025 do BRB (Banco de Brasilia) são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (01).

Confira os destaques corporativos de hoje

Bradesco (BBDC4) passa ser acionista direto da Odontoprev

Bradesco (BBDC4) passou de acionista indireto à direto da Odontoprev, detendo aproximadamente 53,67% do capital social total e votante da empresa, por meio de ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal.

A operação decorre de uma reorganização societária voltada à consolidação dos negócios de saúde na companhia. Em 27 de fevereiro, o Bradesco havia anunciado a criação da Bradsaúde, que nasce a partir da consolidação dos negócios de saúde no grupo na Odontoprev.

Em correspondência enviada à Odontoprev, o banco afirma que a mudança decorre da cisão parcial da Bradseg Participações, controlada do Bradesco e anteriormente acionista direta.

Governo está perto de entendimento com Vale (VALE3) sobre ferrovias, diz ministro

O governo federal está próximo de obter um acordo com a Vale (VALE3) sobre repactuação de contratos de concessão de ferrovias, afirmou o ministro dos Transportes, Renan Filho, na terça-feira (31).

“Amanhã eu espero anunciar um entendimento para mandar para o TCU (Tribunal de Contas da União)”, disse o ministro após o leilão da Rota das Gerais, vencido pela Ecorodovias, mais cedo. “O entendimento está bem próximo”, disse o ministro citando que uma reunião com a mineradora está prevista para a quarta-feira.

Um acordo acertado pela empresa com o governo federal no final de 2024 foi questionado pelo TCU.

Renan Filho afirmou ainda que o governo federal espera fazer este ano seis leilões de ferrovias, incluindo as Malhas Oeste e Sul, o Anel Ferroviário do Sudeste e trecho entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA).

Além disso, o ministro afirmou que o projeto da Ferrogrão “vai ser julgado no Supremo (Tribunal Federal) no dia 8 (de abril)”. O projeto da Ferrogrão está parado na Justiça há anos, por falta de acordo sobre licenciamento ambiental.

BRB confirma que não divulgará balanço de 2025 no prazo

BRB (Banco de Brasilia) não divulgará o balanço consolidado de 2025 dentro do prazo legal, ampliando a incerteza sobre sua situação financeira.

A decisão ocorre em meio à crise desencadeada por operações com o Banco Master e deve aumentar a pressão de reguladores e investidores sobre a instituição.

Em fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o banco afirmou que precisa concluir os trabalhos de auditoria forense relacionados à operação Compliance Zero, além de avaliar os possíveis impactos dessas investigações nos resultados.

Segundo a instituição, o adiamento busca garantir “fidedignidade, transparência e integridade” das informações prestadas a acionistas e ao mercado.

SpaceX, de Elon Musk, reúne 21 bancos para IPO

SpaceX está trabalhando com pelo menos 21 bancos em sua aguardada oferta pública inicial (IPO) nos EUA, formando um dos maiores consórcios de subscrição reunidos nos últimos anos.

A listagem, cujo codinome interno é Projeto Apex, deverá estar entre as estreias no mercado de ações mais observadas em Wall Street.

Estima-se que a oferta pública, prevista para junho, avalie a empresa de foguetes controlada pelo fundador e presidente-executivo, Elon Musk, em US$ 1,75 trilhão.

Morgan Stanley, o Goldman Sachs, o JPMorgan Chase, o Bank of America e o Citigroup estão atuando como bookrunners ativos, ou seja, os principais bancos que administram o negócio, disseram as fontes, pedindo para não serem identificadas porque o processo não é público. Outros 16 bancos assinaram contrato em funções menores, acrescentaram.

OpenAI faz maior captação da história tech

OpenAI encerrou sua rodada de financiamento mais recente com cerca de US$ 122 bilhões em capital comprometido. Com isso, o valuation da empresa que pretende abrir capital nos Estados Unidos atingiu os US$ 852 bilhões, tornando-se a maior captação privada da história do ramo de tecnologia.

A rodada foi liderada por nomes como Amazon (AMZN)Nvidia (NVDA) e o SoftBank, com participação da Microsoft (MSFT). Além disso, um valor adicional de US$ 3 bilhões veio de investidores individuais via bancos pela primeira vez.

IRB(Re) (IRBR3) anuncia pagamento de R$ 48,6 milhões em dividendos

IRB (Re) (IRBR3) anunciou que pagará R$ 48,6 milhões em dividendos aos seus acionistas.

O valor corresponde a R$ 0,594903 por ação e será distribuído no dia 17 de abril de 2026, considerando a posição acionária ao fim do pregão de 6 de abril.

Segundo a empresa, a partir de 7 de abril, os papéis passam a ser negociados na bolsa de valores (B3) na condição de “ex-dividendos”.

A companhia destacou ainda que, com as mudanças trazidas pela Lei nº 15.270/25, os valores podem estar sujeitos à tributação, incluindo retenção de imposto de renda (IR) na fonte.

Os créditos serão feitos automaticamente nas contas cadastradas pelos investidores junto à instituição escrituradora, a Itaú Corretora.

Grupo Toky (TOKY3) reverte prejuízo e tem lucro de R$ 800 mil no 4º trimestre

Grupo Toky (TOKY3) reportou lucro líquido de R$ 800 mil no quarto trimestre de 2025, contra um prejuízo de R$ 105,3 milhões no mesmo período de 2024.

Conforme o balanço publicado pela empresa anteriormente chamada Mobly, a receita operacional líquida subiu 5,4%, a R$ 393,5 milhões no quarto trimestre ante os últimos três meses de 2024.

O resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) quase dobrou ano a ano para R$ 79,5 milhões, ante R$ 42,1 milhões, enquanto as vendas brutas medidas pelo conceito GMV aumentaram quase 9%, a R$ 507,9 milhões.

T4F anuncia OPA para fechar capital por R$ 5,59 por ação

A companhia especializada em eventos de entretenimento T4F anunciou o lançamento de oferta pública unificada para aquisição de até a totalidade das ações da empresa por parte do seu acionista controlador, Fernando Luiz Alterio.

Em fato relevante, a empresa disse que a oferta leva em consideração o cancelamento de registro da Companhia na CVM e a saída da companhia do segmento especial de listagem do Novo Mercado. O acionista controlador informou que o preço por cada ação sujeito a OPA, que não abrange as já detidas por Fernando Alterio, será de R$ 5,59, acrescenta o documento.

As ações fecharam o pregão de terça-feira a R$ 4,44.

Riachuelo (RIAA3) pagará R$ 50 milhões em juros sobre capital próprio

Riachuelo (RIAA3) informou que o conselho de administração aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor bruto de R$ 50 milhões, a serem imputados ao dividendo mínimo obrigatório do exercício social de 2026.

O montante corresponde a R$ 0,0997 por ação ordinária e a data de pagamento será deliberada na Assembleia Geral Ordinária prevista para 2027, disse a empresa.

Terão direito ao recebimento dos JCP os acionistas com posição acionária em 6 de abril de 2026. A partir de 7 de abril de 2026, inclusive, as ações passam a ser negociadas na condição “ex-JCP”.

Segundo a companhia, os valores serão distribuídos sem atualização monetária e estarão sujeitos à incidência de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), conforme a legislação vigente.

Acionistas imunes ou isentos deverão comprovar essa condição até 8 de abril de 2026, mediante envio de documentação ao Itaú Corretora de Valores S.A., banco escriturador.

Marisa (AMAR3) reverte lucro e tem prejuízo de R$ 70,3 milhões no 4º trimestre

A Marisa (AMAR3) teve prejuízo líquido de R$ 70,3 milhões no quarto trimestre de 2025 ante resultado positivo de R$5,8 milhões um ano antes. A receita líquida da varejista caiu 2,2%, para R$ 458 milhões.

“Se a gente tivesse feito algumas ações promocionais, a gente teria vendido mais. Mas o nosso olhar estava pra rentabilidade”, disse o presidente-executivo da rede de varejo, Edson Garcia, em entrevista à Reuters.

O executivo lembrou que no quarto trimestre de 2024 a companhia focava mais o crescimento das vendas e da receita.

“O que aconteceu no quarto trimestre (de 2025) foi que as temperaturas estavam um pouco mais amenas. E praticamente 60% das lojas estão concentradas no Sul e Sudeste. Então, com temperaturas não tão quentes, e ainda com essa base de receita mais promocionada, a gente olhou mais para rentabilidade e preferiu não acelerar (a receita)”, disse o executivo.

*Com informações da Reuters

 

Fonte: MoneyTimes

Fonte: MoneyTimes