Estrangeiros movimentaram R$ 2,8 tri em ações na B3 em 2025, 62% do total

20 de janeiro de 2026 |
11:55

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O investidor estrangeiro liderou as negociações de ações na bolsa brasileira no ano passado e foi o grande responsável pela forte valorização do Índice Bovespa. Os investidores não residentes foram responsáveis por R$ 2,8 trilhões negociados em ações na B3 em 2025, 15% a mais que no ano anterior, segundo dados da plataforma Datawise+, solução B3 e Neoway.

No acumulado do ano, os investidores não residentes responderam por 62% do volume negociado com ações no mercado brasileiro, considerando compras e vendas. Somente em dezembro, o volume negociado pelos estrangeiros alcançou R$ 255 bilhões, alta de 6% frente a dezembro de 2024. A plataforma utiliza metodologias próprias para a classificação dos perfis dos investidores.

Considerando o mercado à vista, que inclui, além de ações, ativos como recibos de ações estrangeiras, os BDRs, os fundos com cotas negociadas em bolsa, os ETFs, e fundos imobiliários, o volume total movimentado pelos estrangeiros superou R$ 3,5 trilhões na bolsa do Brasil.

 

 

O levantamento mostrou também quais foram as ações preferidas pelos estrangeiros no ano passado. A lista inclui as principais ações do mercado brasileiro e as que têm maior peso no Índice Bovespa, o que explica a forte alta do indicador, de 33,95% no ano passado.

 

Ranking das ações mais negociadas pelos investidores não residentes:

 

Ação Código Volume R$/bilhões
Vale ON VALE3 197,7
Petrobras PN PETR4 154,0
Itaú Unibanco PN ITUB4 130,6
Banco do Brasil ON BBAS3 89,0
B3 ON B3SA3 87,6
Bradesco PN BBDC4 83,0
Ambev ON ABEV3 77,0
Petrobras ON PETR3 65,2
Weg ON WEGE3 65,1
Sabesp ON SBSP3 64,0

 

Os meses com maior volume negociado em 2025 pelos não residentes foram maio, com R$ 263 bilhões, abril, com R$ 257 bilhões, e dezembro, com R$ 255 bilhões.

Os dados reforçam a importância do investidor estrangeiro para o mercado de ações brasileiro. No ano passado, o saldo de investimentos estrangeiros na Bovespa ficou em R$ 26,87 bilhões, depois de uma saída líquida de R$ 24,20 bilhões, considerando também a participação em ofertas públicas iniciais, os IPOs, e ofertas subsequentes, os “follow-owns”, conforme dados da B3 e da consultoria Elos Ayta.

Segundo analistas do mercado, a forte alta das ações brasileiras no ano passado foi puxada pelos estrangeiros, já que os investimentos de fundos de pensão continuam modestos e os fundos de ações seguem com resgates. O movimento dos estrangeiros, porém, não foi apenas para o Brasil, mas para a maioria dos mercados de ações de emergentes, diante da fraqueza do dólar e das incertezas com a economia americana.