Livro Bege, inflação, varejo e balanços de bancos nos EUA movimentam os mercados hoje

14 de janeiro de 2026 |
06:27
Imagem: Pixabay

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Os mercados globais voltam as atenções nesta quarta-feira (14) para os dados de vendas no varejo e do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, monitorados de perto pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). A previsão é de que o PPI tenha aumentado 2,70% no ano.

Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saudou os dados sobre a inflação do país, usando os números dos preços ao consumidor nos EUA para reiterar sua pressão sobre o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, para que reduza as taxas de juros “significativamente”.

Desde o início da semana, o Fed passa por uma crise por causa da investigação aberta pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra Jerome Powell. De acordo com o próprio Powell, a investigação é um pretexto para pressionar o banco central a reduzir a taxa de juros, como Trump quer há muito tempo.

 

 

Mais tarde, o Fed divulga o Livro Bege, relatório que reúne avaliações qualitativas da economia nos 12 distritos do banco central dos EUA. Além disso, o mercado monitora uma possível decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre as tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump, que provocaram forte volatilidade nos mercados quando foram anunciadas, em abril.

No campo corporativo, após resultados decepcionantes do JPMorgan na véspera, investidores aguardam resultados do Bank of America, Wells Fargo e Citigroup, antes da abertura do mercado.

Na agenda doméstica, o principal dado do dia vem do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulga às 9h a produção industrial regional de novembro. Além disso, será divulgado o fluxo cambial semanal. Em conversa com jornalistas na terça, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo central fechou 2025 com um déficit primário estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), cumprindo a meta de déficit zero para o ano, que tem 0,25% do PIB de margem de tolerância.

Fonte: InfoMoney