Balança comercial, PMIs, discurso do Fed

6 de janeiro de 2026 |
06:32
Imagem: Pixabay

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A agenda desta sessão é marcada por uma série de indicadores de atividade ao redor do mundo, mas o principal destaque doméstico fica para a divulgação da balança comercial, que tende a orientar a leitura do mercado sobre o setor externo e o câmbio ao longo do dia.

No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços divulga à tarde os dados da balança comercial de dezembro, que trazem um retrato do desempenho das exportações e importações no fechamento do ano. O vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin participa de coletiva para comentar os resultados. Mais cedo, o IPC da Fipe de dezembro ajuda a calibrar a percepção sobre a inflação ao consumidor em São Paulo.

No exterior, o foco recai sobre os índices de gerentes de compras (PMIs) compostos finais de dezembro, divulgados ao longo do dia na Alemanha, zona do euro, Reino Unido, Estados Unidos e Japão. Ainda na Europa, o CPI preliminar da Alemanha adiciona informações relevantes sobre a dinâmica de preços na região.

Nos Estados Unidos, além do PMI composto final, investidores acompanham o discurso de Tom Barkin, presidente do Fed de Richmond, que fala sobre projeções econômicas para 2026.

 

 

Na segunda-feira, o Ibovespa fechou em alta firme, impulsionado pelos ganhos em ações do setor financeiro e em linha com o clima de maior apetite ao risco no exterior, ao mesmo tempo em que investidores monitoram os desdobramentos do ataque dos Estados Unidos que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Os preços do petróleo subiram US$1 por barril na véspera, com os operadores avaliando o possível impacto sobre os fluxos de petróleo da Venezuela, que abriga as maiores reservas de petróleo do mundo, após a captura do presidente venezuelano.

Delcy Rodríguez, que atuou como vice-presidente de Nicolás Maduro, foi empossada como presidente interina da Venezuela nesta segunda-feira, 5. No mesmo dia, Nicolás Maduro foi interrogado e se declarou inocente em audiência em Nova York, nos EUA, que durou trinta minutos.

Durante a sessão, o advogado de Maduro, Barry J. Pollack, afirmou que há “questões sobre a legalidade” da captura de seu cliente, classificada pela defesa como uma “abdução militar”. O juiz Alvin K. Hellerstein determinou que o presidente venezuelano volte a comparecer a um tribunal federal dos Estados Unidos no dia 17 de março.

A primeira reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (CSNU) de 2026, convocada em caráter extraordinário para debater o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, terminou sem consenso.

Fonte: InfoMoney