Lula pode vetar PL que reduz pena de Bolsonaro em 8 de janeiro, diz líder do PT

22 de dezembro de 2025 |
10:14
Imagem: Câmara dos Deputados

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá vetar o Projeto de Lei que reduz a pena de Jair Bolsonaro e condenados pela tentativa de golpe em uma data simbólica: 8 de Janeiro. A ideia foi sugerida pelo líder do partido na Câmara, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

A data marcará os três anos do dia em que apoiadores de Jair Bolsonaro invadiram prédios do governo e do Supremo Tribunal de Justiça, em Brasília, na tentativa de contestar o resultado das eleições de 2022.

Nas redes sociais, Lindbergh publicou um vídeo em que convoca a base de eleitores a se mobilizarem contra o PL da Dosimetria, o qual classifica como “blindagem para golpista”, e incentiva o presidente a utilizar a data para instituir o veto.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá vetar o Projeto de Lei que reduz a pena de Jair Bolsonaro e condenados pela tentativa de golpe em uma data simbólica: 8 de Janeiro. A ideia foi sugerida pelo líder do partido na Câmara, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).

A data marcará os três anos do dia em que apoiadores de Jair Bolsonaro invadiram prédios do governo e do Supremo Tribunal de Justiça, em Brasília, na tentativa de contestar o resultado das eleições de 2022.

Nas redes sociais, Lindbergh publicou um vídeo em que convoca a base de eleitores a se mobilizarem contra o PL da Dosimetria, o qual classifica como “blindagem para golpista”, e incentiva o presidente a utilizar a data para instituir o veto.

“Temos que começar o ano mobilizando o povo, temos ganhado muitas paradas, como contra a PEC da ‘bandidagem’, ganhamos várias lutas nesse processo, mas sempre com a mobilização popular”, diz Lindbergh citando como exemplo os atos contra a PEC da blindagem, ocorridos em setembro.

 

 

O que é o PL da Dosimetria

Aprovado no Senado na quarta-feira (17), por 48 votos favoráveis, 25 contrários e uma abstenção, o texto surgiu como alternativa ao projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023 e modifica dispositivos do Código Penal e da Lei de Execução Penal.

A principal mudança mantém a regra de que os crimes de tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, quando praticados no mesmo contexto, não tenham mais as penas somadas. Nesses casos, passa a valer o concurso formal próprio, com aplicação apenas da pena do crime mais grave, acrescida de um aumento que varia entre um sexto e metade.

A alteração afeta diretamente a condenação de Jair Bolsonaro, hoje fixada em 27 anos e 3 meses pelo Supremo Tribunal Federal (STF), resultado da soma de cinco crimes. A pena inclui 7 anos e 7 meses por organização criminosa, 6 anos e 6 meses por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, 8 anos e 2 meses por tentativa de golpe, além de duas condenações de 2 anos e 6 meses por dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Com o texto aprovado, a parte da pena relacionada aos crimes contra o Estado Democrático de Direito passaria a ser recalculada a partir dos 8 anos e 2 meses da tentativa de golpe, com a incidência do aumento previsto.

Simulações indicam que a pena final poderia ficar entre 22 anos e 1 mês e 24 anos e 10 meses, abaixo do total atualmente estabelecido pelo STF. Considerando a pena revista, a progressão ao semiaberto poderia ocorrer após aproximadamente 3 anos e meio a pouco mais de 4 anos de cumprimento em regime fechado, prazo inferior ao estimado pelas regras atualmente em vigor.

Fonte: InfoMoney