Ibovespa Futuro sobe com foco em Haddad e tensões comerciais entre Brasil e EUA

21 de julho de 2025 |
09:43

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O Ibovespa Futuro opera em alta nesta segunda-feira (21), após abrir em baixa, com olhares atentos a declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enquanto investidores acompanham os desdobramentos da situação entre Brasil e Estados Unidos. Às 9h10 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro com vencimento em agosto tinha alta de 0,30%, cotado aos 135.120 pontos.

Haddad concede entrevista nesta manhã ao vivo para o Jornal da CBN em meio à busca por informações sobre como o Brasil responderá às tarifas de 50% anunciadas pelos EUA sobre os produtos brasileiros a partir de 1 de agosto.

Haddad disse que, apesar do cenário adverso com os Estados Unidos, o governo mantém a postura de negociação, mas que que “o que sobra para manutenção da tarifa de 50% é relação pessoal entre Trump e Bolsonaro”, em referência às ameaças do presidente americano ao Brasil ligadas ao julgamento do ex-presidente.

Em mais um capítulo do embate entre Brasil e EUA, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse na sexta-feira que Washington estava restringindo os vistos para autoridades do Judiciário brasileiro e seus familiares imediatos, citando objeções aos processos legais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

No sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou o movimento do governo dos Estados Unidos de “mais uma medida arbitrária e completamente sem fundamento”.

Lula cumpre agenda nesta segunda no Chile, onde participa de reunião de alto nível “Democracia Sempre”, com declaração à imprensa e encontro com a sociedade civil.

As projeções do mercado para a inflação em 2025 recuaram pela oitava semana seguida, segundo o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central. A estimativa para o IPCA no ano passou de 5,17% para 5,10%.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,21%, o S&P Futuro avançava 0,22% e o Nasdaq Futuro tinha alta de 0,23%.

 

 

Ibovespa, dólar e mercado externo

O dólar à vista subia 0,41%, cotado a R$ 5,611 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,55%, aos 5.622 pontos.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam de forma mista, depois que o Banco Popular da China manteve suas taxas preferenciais de empréstimos de 1 e 5 anos. Os investidores também estavam avaliando os últimos acontecimentos na frente comercial, que voltaram a ser foco no fim de semana, quando a Casa Branca reiterou sua posição sobre tarifas.

No Japão, o iene subiu quando o primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, prometeu permanecer no poder mesmo após a derrota eleitoral. O Partido Liberal Democrata (PLD), junto com seu parceiro de longa data Komeito, perdeu a maioria na câmara, informou a emissora pública NHK, dizendo que o bloco não conseguiu conquistar as 50 cadeiras necessárias para manter o controle. Essa é a primeira vez desde 1955 que um líder do tradicional partido japonês governará o país sem maioria em pelo menos uma das casas legislativas.

Os preços do petróleo operam com leve baixa, enquanto investidores avaliam o impacto das novas sanções europeias sobre o fornecimento de petróleo russo, ao mesmo tempo em que se preocupam com as tarifas que podem enfraquecer a demanda por combustível, já que os produtores do Oriente Médio estão aumentando a produção.

A União Europeia aprovou na sexta-feira seu 18º pacote de sanções contra a Rússia, em resposta à guerra na Ucrânia. Entre os alvos está a indiana Nayara Energy, acusada de exportar derivados de petróleo refinados a partir de petróleo bruto russo.

As cotações do minério de ferro na China atingiram seus níveis mais altos em quase 5 meses, impulsionados pela construção de uma da maior barragem hidrelétrica do mundo.