Monitor do tarifaço: veja a lista de países taxados por Trump e qual a tarifa atual

19 de julho de 2025 |
20:56

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Desde o início de sua presidência, Donald Trump adotou uma política comercial agressiva, utilizando tarifas como ferramenta central para proteger a indústria americana e promover sua estratégia “America First”. A política ganhou força com a implementação e ameaça de diversas tarifas sobre produtos importados de vários países.

A seguir, confira a lista completa dos países que já foram taxados ou estão sob ameaça de tarifas, com as alíquotas atuais aplicadas pelo governo Trump, além do status e observações relevantes.

 

País Tarifa Atual (%) Status e Observações
África do Sul 30% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Alemanha A definir (Não listado na tabela original, mas parte da UE)
Algéria 30% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Angola 32% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Áustria A definir Tarifa ameaçada; possível investigação sobre DSTs (taxas digitais).
Bangladesh 35% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025; originalmente 37%.
Belarus Isento Exceção de tarifa recíproca.
Bósnia e Herzegovina 30% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025; originalmente 36%.
Botswana 37% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Brasil 50% (ameaçada) Tarifa ameaçada para agosto de 2025; investigação em andamento.
BRICS (grupo) 10% a 100% Tarifas ameaçadas e implementadas variando por país.
Brunei 25% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025; originalmente 24%.
Camboja 36% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025; originalmente 49%.
Camarões 11% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Canadá 0% a 25% Tarifas implementadas desde março de 2025, com exceções para produtos sob USMCA e tarifas “fentanil”.
Chade 13% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
China 20% a 34% Tarifas implementadas e aumentadas em 2025, incluindo revogação da isenção de valor mínimo (de minimis).
Colômbia 25% (revogada) Tarifa ameaçada e rescindida em janeiro de 2025.
Costa do Marfim 21% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Cuba Isento Exceção de tarifa recíproca.
República Democrática do Congo 11% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
República Dominicana 25% Tarifa ameaçada para abril de 2025; possível ligação a importação de petróleo venezuelano.
Guiné Equatorial 13% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
União Europeia 30% a 50% Tarifas ameaçadas e adiadas, com exceções para produtos aeroespaciais do Reino Unido.
Ilhas Malvinas 41% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Fiji 32% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
França A definir Tarifa ameaçada; possível investigação sobre DSTs.
Guiana 38% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Índia 25% a 26% Tarifas adiadas até agosto de 2025; ameaça de início em abril.
Indonésia 19% a 32% Tarifa reduzida recentemente para 19%, anteriormente 32%.
Iraque 30% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025; originalmente 39%.
Israel 17% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Japão 25% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025; originalmente 24%.
Jordânia 20% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Cazaquistão 25% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025; originalmente 27%.
Laos 40% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025; originalmente 48%.
Lesoto 50% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Líbia 30% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025; originalmente 31%.
Liechtenstein 37% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Madagascar 47% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Malawi 17% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Malásia 25% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025; ameaça de início em abril.
Maurício 40% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
México 0% a 25% Tarifas implementadas desde março de 2025, com exceções similares às do Canadá.
Moldávia 25% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025; originalmente 31%.
Moçambique 16% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Myanmar (Birmânia) 40% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025; originalmente 44%.
Namíbia 21% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Nauru 30% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Nicarágua 18% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Nigéria 14% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Coreia do Norte Isento Exceção de tarifa recíproca.
Macedônia do Norte 33% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Noruega 15% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Paquistão 29% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Filipinas 20% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025; originalmente 17%.
Rússia 25% (ameaçada) Tarifas ameaçadas desde janeiro de 2025, relacionadas a importações de petróleo venezuelano.
Sérvia 35% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025; originalmente 37%.
Espanha 25% (ameaçada) Tarifa ameaçada; possível investigação sobre DSTs.
Singapura 25% (ameaçada) Tarifa ameaçada para abril de 2025; possível ligação a importação de petróleo venezuelano.
Sri Lanka 30% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025; originalmente 44%.
Suíça 31% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Taiwan 32% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Tailândia 36% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Tunísia 25% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025; originalmente 28%.
Turquia A definir Tarifa ameaçada; possível investigação sobre DSTs.
Reino Unido A definir Tarifa ameaçada; exceções para produtos aeroespaciais; possível investigação sobre DSTs.
Vanuatu 22% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Venezuela 15% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Vietnã 20% a 46% Tarifa reduzida para 20% em julho de 2025; ameaça de início em abril.
Zâmbia 17% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.
Zimbábue 18% Tarifa recíproca, adiada até agosto de 2025.

 

Contexto das tarifas

Em 2025, o governo Trump implementou tarifas recíprocas e específicas para diversos países, visando equilibrar o comércio e proteger a indústria nacional.

Algumas tarifas foram suspensas temporariamente ou estão sob revisão judicial, mas a tendência é de manutenção ou aumento das alíquotas.

Além disso, o governo americano iniciou investigações sobre práticas comerciais desleais em países como Brasil e União Europeia, o que pode resultar em novas tarifas ou aumento das existentes.

 

 

Impactos e Reações

As tarifas têm provocado reações variadas no cenário internacional, com alguns países anunciando medidas retaliatórias.

O Brasil, por exemplo, prometeu tarifa de 50% sobre produtos americanos caso as tarifas dos EUA avancem.

No âmbito doméstico, as tarifas são vistas como uma forma de proteger empregos e indústrias estratégicas, mas também geram preocupações sobre aumento de preços para consumidores e empresas americanas que dependem de insumos importados.