Dólar deixa ritmo de quedas e encosta em R$ 6 com tarifas de Trump

3 de fevereiro de 2025 |
12:29

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Depois de 10 sessões consecutivas de queda, o dólar à vista (USDBRL) opera em forte alta e encostou em R$ 6 com a imposição de tarifas de importação pelo governo Trump contra o Canadá, a China e o México.

Por volta de 12h (horário de Brasília), a divisa norte-americana operava com alta de 1,12%, a R$ 5,9018 na comparação com o real. Na máxima intradia, a moeda alcançou R$ 5,9049 (+1,07).

 

O desempenho acompanha a tendência vista no exterior. No mesmo horário, o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, subia 0,98%, aos 109.352 pontos.

 

O que mexe com o dólar hoje?

O dólar à vista ganha força nesta segunda-feira (3) com a efetivação das tarifas de importação pelos Estados Unidos. Donald Trump impôs uma tarifa de 10% de tarifas sobre os produtos chineses, 25% sobre os produtos mexicanos e os canadenses — com exceção apenas do setor de energia, que enfrentará uma tarifa de 10%.

O republicano também já sinalizou que deve anunciar tarifas contra a União Europeia em breve.

Com isso, o mercado já precifica uma nova guerra comercial — que interromperia as cadeias de suprimentos globais, reacenderia a inflação e desaceleraria a economia global.

No Brasil, a pressão sobre o real é menor tendo em vista que Trump ainda não cumpriu nenhuma promessa de taxação sobre os produtos brasileiros.

Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, caso os Estados Unidos imponham tarifas de importação contra o Brasil, o país retribuirá com a mesma alíquota sobre os produtos norte-americanos, em entrevista a jornalistas.

Por aqui, o mercado também acompanha a retomada das atividades no Congresso Nacional, agora sob o comando de Davi Alcolumbre no Senado e de Hugo Motta na Câmara dos Deputados.

Além disso, os investidores locais aguardam a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central amanhã (4). Na última quarta-feira (29), o BC elevou os juros para 13,25% ao ano, como o esperado, e manteve a projeção de uma nova alta de 1 ponto percentual na reunião do colegiado em março.